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Vitória dos naming rights: Corinthians e Palmeiras 'dobram' emissoras de TV

Decisões surpreendentes de grandes emissora de televisão do Brasil foram divulgadas entre a quinta e a sexta-feira (3 e 4): os estádios, durante as transmissões, vão ser chamados pelo nome patrocinado - os famosos naming rights.  

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Desde que o Corinthians fechou um acordo com a Hypera Farma para que seu estádio passasse a se chamar Neo Química Arena, o presidente corinthiano Andrés Sanchez garantiu que o novo nome seria falado na televisão. Isso, porém, foi algo que o Palmeiras não conseguiu nos cinco anos e meio que tem o Allianz Parque - chamado apenas de Arena do Palmeiras.

Por mais louca que a fala de Andrés parecesse, se concretizou. Na quinta-feira (3), o jornalista Flávio Ortega publicou em seu Twitter que as emissoras do Grupo Disney - ESPN e FoxSports - vão chamar a casa do Timão de Neo Química Arena, e não mais de Arena Corinthians. No caso, as emissoras já tratavam o estádio palmeirense como Allianz Parque.

Mas o que acabou pegando muita gente de surpresa foi a Rede Globo. O Globoesporte.com divulgou, nesta sexta-feira (4), que também vai chamar os estádios pelos nomes dos patrocinadores. A Hypera Farma, dona do nome do estádio do Corinthians, é também parceira da emissora, o que facilitaria o processo, mas o novo "protocolo" vai se estender ao rival Palmeiras, que não teve esta "regalia" desde a inauguração de seu Allianz Parque - e a todos os outros times que tenham patrocínios para seus estádios.

Um dos motivos apontados para que o patrocínio à arena do Corinthians demorasse a sair era justamente o "não vale a pena" já que o nome não seria falado na televisão - algo comum fora do Brasil.

A decisão, porém, a princípio não vai se estender ao Red Bull Bragantino, que é chamado pelos canais Globo de "RB Bragantino", assim como acontece com outras equipes esportivas da marca de energéticos, como na Fórmula 1 a Red Bull Racing, chamada de RBR.

Falar o nome das marcas é uma resistência ainda muito presente no Brasil, mas que não acontece no exterior, pelo menos não com frequência. Na Europa, os estádios de muitos times levam nomes de patrocinadores e as emissoras locais nunca foram avessas à chamá-los de acordo - o que é, inclusive, barrado nos contratos feitos com as ligas para se ter o direito de transmissão. 

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