Arena Corinthians Serie A 15072017Alexandre Schneider/Getty

Naming rights no Brasil: quais os maiores acordos no futebol?

O Corinthians anunciou na noite desta segunda-feira (31) a tão sonhada venda dos naming rights de sua arena. O clube alvinegro acertou com a Hypera Pharma, a maior empresa farmacêutica brasileira em termos de receita líquida e capitalização de mercado, com sede em São Paulo.

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A venda dos direitos dos nomes dos estádios e arenas ainda não é tão popular quanto nos Estados Unidos e Europa. Ainda são poucos os casos de clubes que negociam os nomes de seus estádios. Atualmente, apenas cinco estádios brasileiros têm este tipo de acordo.

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Para ceder o nome de seus estádios, os clubes vendem os naming rights para marcas interessadas em explorar a visibilidade das arenas. Cabe destacar que as relações comerciais nos acordos podem ser diferentes, assim como os valores envolvidos, e que outros pontos podem ser incluídos na parceria, com a exploração de outras propriedades além de apenas o nome do estádio. 


Confira os valores dos naming rights de estádios brasileiros


Neo Química Arena

Arena Corinthians

O Corinthians anunciou oficialmente o ‘batismo’ de seu estádio, a agora Neo Química Arena. A venda dos direitos de nome do estádio foram vendidos à Hypera Pharma. 

Os valores ainda não foram divulgados oficialmente, mas um comunicado interno da farmacêutica diz que a empresa pagará R$ 15 milhões por ano ao longo de 20 anos, totalizando R$ 300 milhões.

O UOL já havia dado essa informação, confirmada posteriormente pelo GloboEsporte.com.

Allianz Parque

Allianz Parque Palmeiras Penarol Copa Libertadores 12042017

O estádio do Palmeiras é outro caso de sucesso de venda dos naming rights no país. Desde sua reinauguração, o estádio foi rebatizado de Allianz Parque. A empresa de seguros alemã paga ao Alviverde R$ 15 milhões por ano. Com 20 anos de contrato, o acordo renderá ao clube R$ 300 milhões.

Itaipava Arena Fonte Nova

Arena Fonte Nova Brasil Venezuela Copa América 18062019Getty

Em 2013, a Arena Fonte Nova foi rebatizada com o nome da cervejaria, em um acordo de R$ 100 milhões por 10 anos. No entanto, em 2016, houve uma renegociação e a empresa reduziu o valor investido para apenas R$ 3 milhões anuais até 2023.

Itaipava Arena Pernambuco

Arena PernambucoReprodução/Twitter

O acordo da Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, é igual ao que a cervejaria acertou com o estádio de Salvador. Eram R$ 100 milhões por 10 anos, que foram reduzidos para R$ 3 milhões anuais até 2023.

MRV Arena

Arena-MRV-Atlético-MGDivulgação

O Atlético-MG ainda está construindo sua nova casa, mas a arena já tem nome definido: MRV Arena. Os direitos de nome do estádio foram vendidos à construtora por um valor de R$ 60 milhões a serem pagos ao longo dos 10 anos de contrato. 

"A MRV tem uma parcela de R$ 10 milhões ao longo da obra, em 30 vezes, e os outros R$ 50 milhões serão pagos ao longo do tempo, na operação do estádio. Esses recursos são corrigidos ao longo do tempo e vamos ver se vamos antecipar esses valores ou ver se deixamos para a operação do estádio", explica Bruno Muzzi, CEO a Arena MRV.

Kyocera Arena

Arena da Baixada Atletico-PR Flamengo Libertadores 26042017Alexandre Schneider/Getty

A primeira vez que o conceito de naming rights foi aplicado no futebol brasileiro foi no estádio do Athletico, inaugurado em 1999. Em 2005, o clube paranaense acertou a venda dos direitos de nome de sua arena à Kyocera Mita América, uma das empresas líderes mundiais no manuseio de documentos digitais.

O estádio ficou batizado como Kyocera Arena por três anos, período em que o clube disputou a Libertadores da América com grande destaque, chegando a ser vice-campeão.


O que são naming rights?


Etihad Stadium Manchester CityGetty

Naming rights é o direito aplicado à concessão da propriedade nominal de um determinado local a uma marca. Ou seja, o nome que um local, seja ele um estádio de futebol ou um estabelecimento para eventos, recebe.

Exemplos no exterior não faltam. Em 2018, a Uefa tentou mapear a quantidade de naming rights que haviam no futebol europeu. Até aquele ano, 115 estádios do continente tinham cessão de nome a empresas. Além deles, outras 80 instalações esportivas de outras modalidades também tinham os direitos de nomeação vendidos.

Por ser algo muito comum na Europa, os clubes negociam os nomes de seus estádios (e até centros de treinamento, como o Aon Training Complex, centro de treinamentos do Manchester United) por verdadeiras fortunas. Confira alguns valores:

  • Etihad Stadium, do Manchester City: 400 milhões de libras (R$ 2.9 bilhões)
  • Emirates Stadium, do Arsenal: 150 milhões de libras (R$ 1 bilhão)
  • Allianz Stadium, da Juventus: 103 milhões de euros (R$ 670 milhões)
  • Wanda Metropolitano, do Atlético de Madrid: 10 milhões de euros (R$ 65 milhões) por temporada.
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