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Cada campeonato tem a sua... Fiorentina: Tottenham, Sevilha, Wolfsburg e Nice correm o risco de rebaixamento

Se é verdade que os (potenciais) infortúnios nunca vêm sozinhos, a temporada 2025/26 poderá ser lembrada como aquela em que cinco clubes consagrados e históricos dos cinco principais campeonatos europeus pelo menos correram o risco de rebaixamento.

Não só isso: a Fiorentina está a apenas dois pontos da zona de rebaixamento a oito rodadas do fim da temporada, após meses de drama esportivo com a demissão de Pioli e o trabalho quase terapêutico de Vanoli; também nas outras quatro ligas de ponta há times geralmente associados à Europa em situação de grande dificuldade.

  • TOTTENHAM

    O Tottenham vinha de uma temporada controversa, que culminou com a conquista da Liga Europa (primeiro título desde 2008), mas também com um triste 17º lugar, o penúltimo necessário para a permanência na Premier League. A diretoria (incluindo Paratici, hoje na Fiorentina) havia escolhido Thomas Frank, técnico com um passado brilhante no Brentford.

    A janela de transferências de verão foi interessante, com contratações do calibre de Xavi Simons, Kudus, Palhinha e Kolo Muani. Frank, porém, desde o início não se adaptou, e a equipe chegou ao início de 2026 com poucas certezas. Nos últimos anos, técnicos como Conte, Mourinho, Espírito Santo e o próprio Postecoglou tiveram muita dificuldade. Sem vitórias no ano novo, os Spurs optaram por Igor Tudor, disponível após ter sido demitido pela Juventus. O resultado? Quase só derrotas, o episódio chocante de Kinsky sendo substituído por Vicario aos 17 minutos e dois erros graves na derrota por 5 a 2 sofrida contra o Atlético de Madrid na partida de ida das oitavas de final da Champions, além do doloroso 3 a 0 sofrido contra o Nottingham Forest no confronto direto da última rodada antes da pausa.

    Como se não bastasse, Tudor teve que lidar com o luto pela perda de seu pai. O West Ham, penúltimo colocado, está a apenas um ponto, 30 a 29, e o medo nos Spurs cresce cada vez mais. O futuro de Tudor já está por um fio, com Sean Dyche, uma espécie de Ballardini do outro lado do Canal da Mancha, que já teria sido contatado.

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  • SEVILHA

    Apenas três pontos acima da zona de rebaixamento e uma torcida em plena revolta que clama pela venda do clube a Sergio Ramos, lenda do time vermelho e branco que iniciou e encerrou sua carreira justamente em Sevilha. Os andaluzes, que veem o Maiorca perigosamente próximo na terceira posição da parte de baixo da tabela, estão no turbilhão da luta pela permanência e demitiram recentemente o técnico Almeyda.

    Os ex-jogadores do Inter Agoumé e Alexis Sánchez não parecem capazes de levar o time além de uma permanência difícil na La Liga: a decisão tomada nas últimas horas foi a de confiar o comando a Luis García Plaza, que treinou justamente o Maiorca e o Alavés, duas das equipes que disputam com o Sevilha para evitar o rebaixamento, mas que estava afastado dos gramados há quase dois anos.

  • WOLFSBURG

    Na Alemanha, é o Wolfsburg que corre o risco de sofrer uma queda vertiginosa. Na verdade, há já algumas temporadas que o clube não consegue chegar às vagas europeias, mais precisamente desde a temporada 2020/21, com o atual técnico do Crystal Palace, Oliver Glasner, no comando.

    Estamos falando do time com a quinta maior folha salarial de toda a Bundesliga, que gastou quase 70 milhões na janela de transferências de verão. O elenco é composto por nomes importantes, como Arnold, Erkisen, Majer, Wimmer, Grabara, Koulierakis e Amoura, todos jogadores titulares também em suas seleções nacionais. O Wolfsburg está em penúltimo lugar, a 3 pontos da zona de play-out, onde se encontra o St. Pauli, com 24 pontos.

    A diretoria, para tentar recuperar uma temporada desastrosa, confiou em um velho lobo do mar, Dieter Hecking, o terceiro técnico da temporada depois de Simonis e Bauer. Hecking já havia treinado o Wolfsburg, há mais de 10 anos. Ele assumiu o clube em 2012 e o levou à conquista da Copa da Alemanha em 2015, além de uma participação nas oitavas de final da Liga dos Campeões no ano seguinte, quando foi eliminado pelo Real Madrid após uma virada. Essa continua sendo a melhor versão do Wolfsburg (excluindo a do título de 2009), com talentos do calibre de Perisic, Schürrle, Luiz Gustavo, Naldo, Max Kruse, mas sobretudo um jovem Kevin De Bruyne. Será que o retorno de Hecking será suficiente para salvar o Wolfsburg de um rebaixamento que não ocorre há 29 anos?

  • NICE

    Em comparação com as equipes mencionadas acima, o Nice está em uma situação um pouco melhor, mas ainda assim corre risco. Ocupa a 15ª posição, com 27 pontos, 5 pontos à frente da zona de rebaixamento, ocupada pelo Auxerre, com 22 pontos.

    Nos últimos anos, o Nice almejava o topo da Ligue 1, um projeto ambicioso iniciado com a aquisição pela INEOS, o gigante liderado por Jim Ratcliffe (acionista do Manchester United). Investimentos milionários que, no entanto, não se traduziram em grandes resultados. Na Liga Europa, o Nice do ex-jogador do Napoli Ndombele e de Wahi decepcionou, chegando à 33ª posição na fase de grupos, tendo sido derrotado também pela Roma.

    Além disso, o clima está tenso, com a torcida organizada em plena revolta contra a diretoria e o time. Há poucos meses, os torcedores compareceram ao centro esportivo, agredindo fisicamente alguns jogadores, como Boga e Moffi. O próprio Boga apresentou queixa, deixando o Nice em janeiro para se transferir para a Juventus. Puel assumiu o comando, após a demissão de Haise. A trajetória do Nice parece estar em nítida queda, mas nesta temporada, no sul da França, a permanência na primeira divisão não parece, afinal, estar tão distante.