Não é possível dizer que Cristiano Ronaldo é um jogador só de clubes. Convocado pela primeira vez para a seleção em 2003, CR7 viu nos últimos 15 anos Portugal assumir o protagonismo no futebol mundial ao conquistar o seu primeiro grande título na história, e muito disso deve-se ao camisa 7, como os números e recordes mostram.
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Mas nenhum gol se compara ao título da Eurocopa de 2016. Capitão da equipe, Cristiano era a referência do time e mostrou em campo a sua qualidade com três gols na competição, sendo o artilheiro português no torneio junto com Nani. Na final diante da França, saiu machucado com apenas oito minutos de jogo, mas os seus gritos de apoio no banco de reservas foram um dos símbolos da vitória portuguesa na prorrogação. Coube a ele a missão de levantar a histórica taça.
"Não faço discursos para o grupo. Mas, como capitão, falei com cada um dos jogadores. O meu objetivo com isso era libertá-los da pressão", contou o jogador para a revista France Football sobre o seu papel na decisão enquanto estava fora do campo.
Gx goal/ Getty ImagesAgora resta brilhar no mundial de futebol. A competição na Rússia marcará a sua quarta participação. O sonho do título é forte, principalmente depois do europeu, mas uma ida até a final já superaria 2006, quando foi quarta colocada e 1966, quando Portugal ficou em terceiro.
Na fase mais artilheira de sua carreira, Ronaldo também sonha em quebrar um dos poucos recordes que faltam no seu currículo: o de maior goleador português em mundiais. Não será fácil, já que precisa balançar as redes seis vezes para igualar os nove gols de Eusébio, mas é difícil duvidar do CR7.


