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Robinho MilanGetty Images

Itália pede extradição de Robinho para cumprir sentença de prisão

O Ministério da Justiça da Itália encaminhou ao Brasil o pedido de extradição do atacante Robinho, condenado no país em última instância a nove anos de prisão por violência sexual, na boate Sio Café, em Milão.

Segundo a agência de notícias italiana Ansa, o pedido havia sido feito pelo Ministério Público ainda em fevereiro, mas só agora foi enviado oficialmente às autoridades brasileiras.

Porém, a Constituição Federal não permite que cidadãos brasileiros sejam extraditados. Desta forma, o jogador pode ser preso somente caso seja detido em algum país que tenha acordo com a Itália, conforme noticiou a Ansa. Vale lembrar que, caso Robinho não seja extraditado, os países podem buscar um acordo para que a pena seja cumprida no Brasil.

Robinho foi condenado, em caso de estupro de uma mulher albanesa, de maneira definitiva em 19 de janeiro pela Corte de Cassação de Roma, equivalente ao Supremo Tribunal Federal (STF) no Brasil. A decisão judicial não cabe mais recurso - seus advogados tentaram um último recurso, negado pela corte italiana.

Robinho e seu amigo Ricardo Falco foram indiciados no artigo "609 bis" do código penal da Itália, que fala sobre a participação de duas ou mais pessoas em um ato de violência sexual, forçando alguém a manter relações sexuais por sua condição de inferioridade "física ou psíquica".

A vítima, que na época tinha 22 anos, estava na mesma boate que Robinho e cinco amigos deles, em Milão, mas só se juntou ao grupo após a esposa do jogador voltar para casa, segundo a investigação. A acusação ainda relata que Robinho e seus amigos ofereceram bebida até deixar a vítima "inconsciente e incapaz de se opor".

ROBINHO MILAN-SAMPDORIA SERIE AGetty

Entenda o caso

O caso de estupro aconteceu na boate Sio Café, em Milão, na madrugada do dia 22 de janeiro de 2013. A vítima era uma mulher albanesa que comemorava seu aniversário. Robinho, Falco e outros quatro amigos, segundo a denúncia da Procuradoria de Milão, participaram da violência sexual contra a mulher.

Os outros quatro amigos deixaram o país durante a investigação e não foram acusados, sendo apenas indiciados nos autos. Robinho também teve de pegar uma indenização de 60 mil euros (cerca de R$ 372 mil) para a vítima, que pediu para não ter seu nome revelado no processo de investigação.

O atacante admitiu ter mantido relação sexual com a vítima, mas negou as acusações de violência, quando interrogado, em 2014. O jogador não compareceu em nenhuma das audiências nos quase seis anos de julgamento.

Robinho e seu amigo foram condenados pela primeira vez em novembro de 2017. Depois disso, o caso voltou aos holofotes após o ge.com publicar trechos de conversas interceptadas pela polícia italiana, onde o jogador desdenha da vítima.

"Estou rindo porque não estou nem aí, a mulher estava completamente bêbada, não sabe nem o que aconteceu", disse o jogador em uma das conversas.

Com isso, a defesa do jogador alegava que algumas traduções estavam erradas, mas, mesmo assim, a corte de Apelação em Milão, segunda instância da justiça do país, confirmou a condenação de nove anos de prisão em janeiro.

Robinho chegou a ser anunciado pelo Santos, em outubro de 2020, mas a repercussão por parte da imprensa, torcida e patrocinadores foram tão negativas que o time suspendeu o contrato. Recentemente, o atleta foi visto com o meia Diego, do Flamengo, com quem atuou no Santos, quando mais novo.

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