Carteira contra carteira: o declínio das categorias de base de Barcelona e Real Madrid

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A transferência de Coutinho é a contratação mais cara da história do clube azulgrana


OPINIÃO


O Real Madrid e o Barcelona têm sido incapazes de sustentar o discurso de serem equipes que são cultivadas em suas categorias de base. Eles nunca foram estritamente. Eles sempre foram clubes que usaram um talão de cheques para dar brilho aos seus times e, em momentos específicos, incorporaram em seus times os melhores jogadores da filial, terminando alguns deles sendo estrelas e ídolos do clube. 

O Real Madrid teve duas 'ninhadas' com excelente passado 'Quinta del Buitre' - Sanchís, Butragueño, Míchel e Martín Vázquez - nos anos 80 e mais tarde com o grupo liderado por Casillas e Guti, com Raúl vindo na sequência -procedente das divisões de base do Atlético. O Barcelona também teve uma geração dourada liderada por Xavi ou Puyol e Iniesta e teve Messi como referência universal, a grande "fornada", uma das mais invejadas da história. 

Essas eclosões de de grandes jogadores são atualmente mais pontuais e acabram não alimentando o time profissional ou o titular. Ambas as equipes continuam a ter representantes da subsidiária em seus elencos, sem o brilho do passado, mas nenhum dá o passo final de arriscar ou apostar em um jovem jogador para preencher uma vaga importante na primeira equipe. 

Alvaro Morata Real MadridFoto: Getty

O Real Madrid recentemente se livrou de um homem da casa como Álvaro Morata e agora está à procura de um atacante, enquanto o Barcelona fez o maior desemboloso de sua história em um craque como Coutinho, depois de ter 'criado' e vendido a um jogador de características semelhantes como Thiago Alcântara. Dois dos melhores talentos recentes que surgiram do Valdebebas e da La Masia, respectivamente. 

Nestes tempos difíceis no futebol profissional, onde muitas decisões caprichosas ditam as regras do mercado, sempre há clubes ainda mimam as categorias de base e se alimentam totalmente dela. Nenhum deles é o Real Madrid ou o Barcelona, embora ainda tenham tempo de mudar a sua filosofia antes de abrir a carteira novamente.

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