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Cristiano Ronaldo Ballon d'OrGetty

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Champanhe e treino extra! Como Cristiano Ronaldo comemorou a conquista da Bola de Ouro

  • Queimando as calorias da Bola de Ouro

    Em entrevista ao podcast “Tripletta”, da Gazzetta dello Sport, Davide Ancelotti, filho e assistente de Carlo Ancelotti, compartilhou uma incrível história sobre a ética de trabalho do atacante do Al-Nassr. A história remonta a 2014, ano em que Ronaldo superou Lionel Messi e Manuel Neuer para conquistar sua terceira Bola de Ouro, após uma temporada recorde na Espanha.

    Segundo Ancelotti Jr., a comemoração foi breve e estritamente controlada pelo próprio jogador. “Quando ganhou a Bola de Ouro em 2014, Cristiano brindou com uma taça de champanhe para comemorar. No primeiro treino, ele pediu para fazer uma sessão extra para queimar as calorias”, revelou Davide. Essa atenção obsessiva à sua condição física destaca por que o veterano ainda permanece no topo do esporte aos 40 anos.

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  • Real Madrid v Sevilla FC - UEFA Super CupGetty Images Sport

    O espírito competitivo no Bernabéu

    Davide, que atualmente se prepara para auxiliar seu pai na seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026, explicou que esse nível de competitividade era contagiante no vestiário do Real Madrid. Não era apenas em campo que os jogadores procuravam superar uns aos outros, mas em todas as atividades das quais participavam no centro de treinamento.

    “É esse o segredo dos campeões? Acho que sim, embora às vezes seja exagerado”, disse Davide. “Lembro-me, por exemplo, que no Real Madrid, dois jogadores cujos nomes não vou mencionar disputaram uma partida de badminton às quatro da manhã, no caminho de volta de um jogo fora de casa, porque tinham feito uma aposta. E, em outra ocasião, tivemos que desmontar a quadra de futebol-tênis porque as partidas estavam ficando muito intensas.”

  • O perfeccionismo de Kroos e Modric

    Embora Ronaldo costume ser o centro das atenções por sua preparação física, Davide também destacou outras lendas do Real Madrid que exigiam perfeição em todas as facetas de suas vidas profissionais. Quando questionado sobre os melhores jogadores com quem já trabalhou, ele não hesitou em citar os maestros do meio-campo que marcaram uma época no Bernabéu.

    “[Toni] Kroos. Mas também [Luka] Modric, sobre quem tenho uma ótima história”, observou Davide. “Ele sempre jogava com meias por baixo das do Real Madrid. Um dia, no estádio do Rayo, o encarregado do material, que era como um irmão para ele, esqueceu de trazê-las. Luka ficou muito irritado. Eles eram jogadores perfeccionistas.”

  • Brazil v France - International FriendlyGetty Images Sport

    Preparando-se para o desafio do Brasil

    Ao falar sobre sua função atual na Seleção, Davide abordou as pressões do trabalho técnico em nível internacional e a cultura única do futebol brasileiro. Após uma passagem como técnico principal do Botafogo, ele agora está totalmente integrado à comissão técnica de seu pai, enquanto buscam a glória mundial nos Estados Unidos, no México e no Canadá.

    Referindo-se aos seus próximos objetivos, Davide disse: “Agora vem a Copa do Mundo ao lado do meu pai, depois espero encontrar um clube que me agrade. Já tenho algumas ofertas em mãos e quero decidir antes do torneio, mas vamos ver.” Sobre o cargo na Seleção Brasileira, ele acrescentou: “Acreditamos que fora da Itália não existe uma cultura de competir a qualquer custo, mas a paixão que vi no Brasil, pela Seleção, mas também no Botafogo, onde treinei, é incrível. Todos querem vencer, e quando você vê a camisa verde e amarela, não consegue deixar de sentir um grande senso de responsabilidade.”