Valverde e o risco das mudanças no Barcelona

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Técnico vem promovendo rotações na equipe, que sente a diferença em campo

Ernesto Valverde jogou desde o início. Entre os feridos e os que ficaram no banco, os 11 titulares foram irreconhecíveis. Apenas quatro titulares entraram em campo. O jogo de domingo (14) teve um enorme desgaste, mas essa mudança era um risco. A falta de sincronicidade foi notável ao longo dos 90 minutos.

Essa falta de coesão levou o que queria Quique Sánchez-Flores. Um duelo travado em que o aspecto físico foi muito mais decisivo. O choque foi equilibrado com essas decisões. O Barcelona saiu para jogar sem qualquer atacante nato, algo inédito para uma equipe como os catalães. Messi seria o único, embora agora o argentino pode ser considerado outro meio-campista. Suarez no banco, Deulofeu nas arquibancadas e Dembélé, Coutinho e Alcácer lesionados. Ele nem sequer chamou Arnaiz. Uma abordagem surpreendente.

É difícil entender como uma jogada como uma penalidade fracassada pode afetar tanto uma equipe emocionalmente quanto o experiente Barcelona. A equipe de Valverde deixou o jogo. A partir desse momento, mesmo com os reforços de Suárez e Rakitic, os azulgranas não voltaram a levar perigo para Diego Lopez. O Espanyol acreditava. Piqué nunca se cansou de gritar "cabeça, cabeça" para seus companheiros, mas não havia como chegar. A equipe começou a cometer erros. Vermaelen, absolutamente infalível em jogos anteriores, limpou de forma infantil uma bola de cabeça e, a partir daí, ele montou no gol do Espanyol.


 

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