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Estádio do Morumbi, São Paulo, 2021Staff Images/Conmebol

São Paulo terá reeleição para presidente? O que pode mudar com reforma no estatuto

O São Paulo discutirá uma reforma no estatuto na qual conselheiros propõem a volta de reeleição para o presidente, aumento no tempo de mandato para conselheiros, diminuição do número de cadeiras totais e de vitalícios no Conselho Deliberativo.

Essas possíveis mudanças significativas no panorama político do clube serão votadas em uma reunião do próximo dia 18. Para que a reforma do estatuto seja aprovada é necessário mais da metade dos votos do Conselho Deliberativo (131 votos dos 260 totais). Depois, precisam ser confirmadas numa Assembleia Geral Extraordinária de sócios. Se aprovadas, entrarariam em vigor a partir de 2024.

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Na atual divisão de forças do Conselho Deliberativo, a chapa do presidente Julio Casares elegeu 74 conselheiros (dois terços) e Roberto Natel 26 entre os 100 integrantes eleitos no órgão. Isso significa que a coalizão formada na eleição pelo atual mandatário tem ampla maioria no cenário político.

Veja abaixo cada uma das principais pautas em discussão:

Reeleição para presidente

Julio Casares, presidente do São PauloÉrico Leonan/São Paulo FC

O atual estatuto do São Paulo proíbe a possibilidade de reeleição do presidente da diretoria, cujo mandato único é de três anos. Esse dispositivo foi retirado do documento em abril de 2017, após aprovação de uma reforma estatutária naquela época, na gestão do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. A nova reforma propõe liberar a reeleição do presidente.

Embora Julio Casares ainda não tenha sinalizado que faria uso desse possível novo dispositivo, nos bastidores do clube se comenta há algum tempo que havia essa articulação política para novamente tornar possível a reeleição presidencial.

Tempo de mandato dos conselheiros

Atualmente, cada conselheiro eleito no São Paulo permanece na cadeira por um mandato de três anos. Nessa nova reforma estatutária a proposta é para aumentar esse tempo para seis anos, sob argumento de reduzir o processo político e eleitoral no clube, consequentemente diminuindo as eleições. Por outro lado, o órgão demoraria o dobro do tempo para ser renovado.

Redução no número de conselheiros

Hoje em dia, o Conselho do São Paulo tem 260 integrantes. A proposta de reforma estatutária propõe reduzir o número para 200, sob argumento de deixar o órgão mais enxuto.

A representatividade da torcida, no entanto, diminuiria ainda mais com um órgão com menos membros. A torcida pouco influencia no futuro político do São Paulo, pois a estrutura de hoje não permite voto direto do sócio no presidente. O associado do clube elege conselheiros, que, por sua vez, escolhem o presidente.

Diminuir número de conselheiros vitalícios

Sala do Conselho Deliberativo do São Paulo FC, 2021São Paulo/Divulgação

Dos 260 conselheiros do São Paulo, 160 são vitalícios e 100 eleitos pelos sócios. A proposta sugere reduzir esse quadro de 160 para 120 conselheiros vitalícios, num novo universo no qual seriam 200 conselheiros no total.

Hoje, o clube elege novos conselheiros vitalícios quando há dez cadeiras vagas, por morte ou renúncia. Pela proposta de reforma estatutária, esse número de substitutos também seria reduzido.

Separação entre futebol e clube social

Além das reformas no estatuto, foi determinada a criação de uma comissão para um estudo de separação do clube social do futebol, pedido que cresceu entre os torcedores e nas redes sociais. Esse comitê terá de criar um projeto em até um ano, para depois ser apresentado ao Conselho de Administração, Conselho Consultivo (formado por ex-presidentes) e Deliberativo. Caso seja aprovado pelo Conselho Deliberativo, o passo seguinte seria a votação numa Assembleia Geral de Sócios.

O comitê formado para fazer esse estudo tem o advogado tributarista Juliano Di Pietro, e os membros do Conselho de Administração Adilson Alves Martins, José Alberto dos Santos e Vinicius Medeiros Leite.

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