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Ronaldo Brazil 2002Getty Images

Ronaldo Fenômeno lembra de grave lesão: "Senti que a minha vida tinha sido levada embora"

Após Ronaldinho Gaúcho e Daniel Alves, o ex-atacante Ronaldo, o fenômeno, lembrou de momentos marcantes da sua vida em um relato ao site “The Players Tribune”, nesta quinta-feira. No texto, o craque contou sua relação com Bento Ribeiro, bairro no qual cresceu no Rio de Janeiro, a origem do apelido Dadado na família e, claro, falou sobre o futebol.

Ronaldo falou de um dos momentos mais emocionantes de sua carreira, a grave lesão sofrida no joelho em 2000, quando atuava pela Inter de Milão, e a sua volta por cima na Copa do Mundo de 2002.

“Era tão grave que algumas pessoas diziam que eu jamais voltaria a jogar futebol novamente. Que eu nem mesmo voltaria a caminhar novamente. (...) Para mim, a vida parecia começar e terminar no campo de futebol. Quando meu joelho foi destruído, eu senti que a minha vida tinha sido levada embora” escreveu fenômeno.


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No entanto, o atacante deu a volta por cima e disputou o Mundial com a camisa do Brasil. Dois anos depois da lesão, Ronaldo foi a estrela da Seleção Brasileira na conquista do penta, marcando dois gols na final contra a Alemanha. O jogador foi substituído aos 45 do segundo tempo na decisão, em forma de homenagem:

“Foi a coisa mais incrível que o Felipão fez por mim porque eu pude ver tudo. Eu pude apreender naquele instante o que acabávamos de conquistar. Enquanto eu saía do gramado, pensei naquelas pessoas que diziam que eu jamais voltaria a jogar. Que eu nem mesmo poderia voltar a caminhar novamente”.

Ronaldo também lembrou dos conselhos dados por Romário com quem foi companheiro de Seleção na Copa de 1994, quando tinha apenas 17 anos. Segundo o ex-atacante, os conselhos do Baixinho foram fundamentais ele para trocar o Cruzeiro pelo PSV.

Ronaldo Brazil 2002Getty ImagesCrédito: Getty

“Obviamente, ele era alguém que eu cresci assistindo jogar como atacante, e entre ele e Zico, eu simplesmente pensava é assim que um jogador de futebol se comporta, dentro e fora de campo. Quando eu cheguei na concentração naquele verão, Romário sempre foi atencioso com os jogadores mais jovens … especialmente comigo. Talvez porque nós dois éramos atacantes, ou porque ele viu em mim a mesma dedicação e força de vontade, eu não sei. Mas houve muitas ocasiões depois dos treinos que só ficávamos nós conversando. É estranho, mas eu sentia que ele via o esporte como eu via. Que o esporte poderia ser essa evolução, uma série de passos que você dava até que pudesse alcançar o próximo nível. E o próximo. Até que você fosse o melhor dos melhores”.

Por fim, Ronaldo falou sobre a idolatria que vivem em relação aos jogadores em atividade, revelando que os elogios dos atuais craques o deixa orgulhoso.

 “Uma das coisas que mais me faz feliz é quando eu ouço gente como Messi, Neymar, Cristiano Ronaldo ou Ibrahimović dizer que eu fui influência no futebol, em como eles jogam, nas lembranças e nos sonhos de crescer e se tornar um jogador de futebol. Pense nisso… Eu era apenas um garoto pintando os muros e sonhando em ser como o Zico. Eles eram apenas garotos no Brasil, na Argentina, em Portugal e na Suécia sonhando em ser como eu. Nós somos ligados por esse sentimento, entende?”.

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