
Por Cleisson Lima - Premier League Brasil
Vinte e quatro de setembro de 2016. Essa foi a data em que a Premier League começou a readotar um sistema de jogo já utilizado no futebol ao redor do globo. O precursor disso foi o técnico italiano do Chelsea, Antonio Conte. Na oportunidade, os Blues foram massacrados nos 3 a 0 frente ao Arsenal. Aos 40 minutos do primeiro tempo, o placar já estava definido e era visível que a vitória seria vermelha. Foi então que Conte – famoso por montar boas defesas - tomou a decisão que mudou os caminhos do atual campeão inglês. Alonso entrou no lugar de Fàbregas, o time foi rearranjado e passou para um esquema com três zagueiros. A partir daí, os Blues emplacaram uma impressionante sequência de 13 vitórias seguidas e nadou de braçada rumo ao título.
A formação que conduziu o time azul de Londres à taça foi adotada por algumas equipes ao longo do campeonato. Não foram incomuns as vezes em que Tottenham, Manchester City, Arsenal, Everton, dentre outros escalaram uma linha com três defensores na temporada passada. A ‘novidade’ trazida da Itália quebrou um intenso e extenso paradigma no futebol inglês: o 4-2-3-1.
Getty ImagesPor cerca de uma década esse foi o sistema que reinou nos gramados ingleses. Começou lá atrás com o Liverpool de Rafa Benítez que tinha pontas e Gerrard, craque do time, como meia central. Posteriormente, as grandes equipes britânicas foram se espelhando, se adaptando ao sistema e criando pequenas variações. Um exemplo prático é o Chelsea campeão na temporada 14/15 que era um 4-2-3-1 no papel, atacava num 4-1-4-1 com Fàbregas chegando à frente e por vezes defendia no 4-4-2, deixando Hazard e Diego Costa prontos para puxar os contra-golpes. Os atletas se portavam de maneiras diferentes em várias fases do jogo.
A tendência da linha de três defensores pode ser explicada pela possibilidade de ter uma defesa mais firme quando é atacada por, geralmente, recuar os alas e se criar um bloco com cinco atletas, tentando impedir os avanços do time adversário. Na fase ofensiva, porém, o esquema possibilita um sistema defensivo mais móvel. Por exemplo, Conte, Wenger e Guardiola costumam usar laterais nos flancos de suas zagas. Azpilicueta, Monreal e Danilo dão essa mobilidade quando o time precisa sair no contra-ataque ou então podem ser mais uma opção no campo de ataque. A exceção nesse caso é o Everton que vai para o jogo com o trio Keane, Jagielka e Williams. Por coincidência, o time de Ronald Koeman é o que mais surpreende negativamente na competição, ocupando a 18ª posição.
GettyO esquema com três zagueiros já passa por algumas variações. Manchester City de Pep Guardiola, por exemplo, usa Agüero e Gabriel Jesus, dois centroavantes de muita mobilidade. O Chelsea, por diversas vezes, já teve Fàbregas, como meia mais avançado se juntando ao ataque da Hazard e Diego Costa, agora Morata. Esses dois casos já poderiam configurar um 3-5-2. No entanto, como dito anteriormente, existem variações táticas nos distintos momentos do jogo.
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(Fotos: Getty Images)
A tendência é que o “esquema da moda” continue prevalecendo nas pranchetas dos professores das equipes inglesas. Vale ressaltar que Jürgen Klopp e José Mourinho não se renderam a essa prática e seguem fazendo boas campanhas com um sistema de quatro defensores. Tal postura de alguns treinadores dos clubes britânicos levantam algumas perguntas, mas a indicação é de que os três zagueiros vieram para ficar.
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