ANÁLISE
Poucos esperavam tão explícito, mas no último domingo (14), James Rodriguez deu adeus ao Bernabéu. Quando o colombiano foi substituído e precisou caminhar até o banco de reservas, ele desfrutou o que era certamente seus últimos momentos no gramado do estádio com a camisa do Real Madrid.
Era indisfarçavel o seu gesto de despedida. James não tem lugar nesta equipe. E ele certamente tem muita fé em si mesmo para permanecer mais uma temporada em uma equipe que não exerce muita liderança. Embora se trate do Real Madrid, o próximo passo será para trás. A história de amor não estava funcionando. A rotina tediosa estava matando essa relação.
Getty ImagesO colombiano desembarcou em Madrid ainda em 2014, com um preço e moral de craque, e que na primeira temporada sob o comando de Carlo Ancelotti, parecia ainda uma transferência barata. No entanto, à partir daí, seu desempenho foi caindo. Como aqueles restaurantes baratos onde apenas um lanche já te satisfaz. No entanto, depois da primeira mordida... E aconteceu exatamente isso com o colombiano, que na temporada passada foi uma verdadeira decepção. E embora nesta ele esteja melhor, muito mais digno, ele nunca atingiu o nível suficiente para ser indiscutível.
E é esse o sentimento que James deve deixar o Bernabéu. Um jogador que poderia ter sido uma estrela, mas foi meio caminho andado. Seu números são reais: uma média de 36 jogos, 2400 minutos, 12 gols e 13 assistências para cada uma de suas três temporadas.
Uma estatística notável. Mas o saber de deixar o Real é bom. O colombiano ainda quebrou a maldição da camisa 10 dos merengues, que depois de Figo, passa de mão em mão por meio de muitos projetos de craques sem sucesso: Robinho, Sneijder, Ozil, e agora também James.
