Ex-jogador e coordenador de futebol do Corinthians, Emerson Sheik, herói do título da Libertadores de 2012, deu uma entrevista à FoxSports Rádio nesta sexta-feira (3), na qual falou bastante sobre suas passagens pelo Parque São Jorge.
Aposentado como jogador em 2018, Sheik acumulou duas passagens pelo Corinthians. Durante este período, atuou ao lado de grandes nomes da história recente do clube, incluindo Jadson e Ralf, que recentemente foram dispensados do elenco alvinegro pelo novo treinador, Tiago Nunes.
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Na entrevista, o ex-atacante criticou a forma como o Corinthians tratou o afastamento dos dois, que foram duas peças importante para o clube: "A maneira que, talvez, esses atletas entenderam no momento em que saíram, que poderia ser diferente, um pouco mais respeitosa. São atletas que merecem, sim, ser respeitados por toda a história que têm no Corinthians".
Apesar disso, Sheik acredita no potencial da dupla de ex-colegas, com quem levantou diversas taças, de seguir seu caminho nos gramados, apesar de ambos já terem passado dos 30 anos. "Eu gosto muito do futebol do Jadson. Eu gosto muito do futebol do Ralf".
Sheik acredita, diferente de muitos, que Jadson ainda tem um caminho promissor nos gramados. "O Jadson, para mim, é um talento. Muito se fala que o Jadson está velho, eu discordo um pouco disso. Eu acho que o Jadson, em boa forma, pode jogar em qualquer clube do futebol brasileiro. O Jadson é craque, é diferenciado", disse.
Para ele, o mesmo se aplica a Ralf: "O Ralf é aquela força toda, um cara extremamente comprometido, um baita profissional. Para mim, ele também joga em qualquer lugar do Brasil".
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Em um cometário feito recentemente, Jadson também se solidarizou com seu ex-companheiro do meio de campo, quando disse que estava bastante chateado com a saída do Corinthians, mas que ficava ainda mais triste por Ralf.
Depois de se aposentar como jogador no próprio Corinthians, Sheik permaneceu no clube para exercer o cargo de coordenador de futebol, que durou apenas um ano. Segundo ele, um desafio como este não está mais nos seus planos para o futuro. Não sei se eu voltaria a trabalhar como dirigente de futebol.Quando eu vejo um profissional trabalhando 30 dias e, no final do mês, eu não puder arcar com o que ele produziu, eu vou me sentir mal, e não sei se quero isso para a minha vida", refletiu o ex-jogador.
Dono de muitas polêmicas, Sheik voltou a pedir desculpas para o rival palmeirense Dudu, a quem, depois da festa do título Paulista de 2018, em cima do alviverde, o ex-atacante direcionou xingamentos. Afirmando que o episódio resultado de ter bebido "um pouquinho a mais", não lhe faz bem até hoje e, por isso, apesar de já ter se desculpado com Dudu, fez questão de reforçar o pedido "Mais uma vez, Dudu, um beijo. Desculpa!".


