Achraf Hakimi, lateral do Paris Saint-Germain, revelou que não se sentia confortável jogando ao lado de Lionel Messi durante o período em que o astro argentino atuou no clube francês.
Apesar da capacidade de Messi de potencializar companheiros — principalmente no setor ofensivo —, Hakimi afirmou que suas principais características como lateral ofensivo não foram bem aproveitadas naquele momento. O marroquino chegou ao PSG em 2021, justamente na mesma janela em que Messi desembarcou em Paris após deixar o FC Barcelona. Naquele período, o argentino passou a formar um trio de estrelas ao lado de Neymar e Kylian Mbappé — um ataque que, ao menos no papel, era considerado um dos mais talentosos da história recente do futebol.
Mesmo com tantos nomes de peso, o PSG não conseguiu atingir o sucesso esperado na Europa durante essa fase. O clube só encontrou maior equilíbrio na equipe posteriormente, quando passou a ser comandado por Luis Enrique. Foi nesse período que Hakimi voltou a ter destaque e consolidou sua reputação como um dos melhores laterais de sua geração, explorando sua principal virtude: a velocidade aliada à capacidade de chegar ao ataque com eficiência.
Segundo o próprio jogador, sua melhor fase no clube começou após as saídas de Messi e Neymar. Vale lembrar que Hakimi foi contratado pelo PSG por cerca de 68 milhões de euros em 2021, enquanto Messi chegou sem custos após o fim de seu contrato com o Barcelona.
Com a chegada do argentino, o estilo de jogo do PSG passou a girar muito em torno do trio ofensivo estrelado. Isso, de acordo com Hakimi, acabou alterando a dinâmica da equipe comandada na época por Mauricio Pochettino e fez com que ele tivesse menos liberdade para atacar.
Em entrevista ao podcast The Bridge, o lateral explicou a situação:
“Quando Messi chegou, o projeto do Paris Saint-Germain mudou e, junto com isso, o estilo de jogo da equipe também. Passamos a atuar de forma diferente, e eu não estava gostando.”
Hakimi afirmou ainda que não conseguia desempenhar as funções que mais valorizam seu futebol.
“Eu não conseguia fazer o que gosto, que é atacar e me sentir importante dentro de campo. Em alguns momentos, me sentia um jogador pouco relevante. Eu até comparava com a seleção do Marrocos, onde sempre tive um papel muito mais importante.”
O defensor também comentou que, na época, passou a receber muitas críticas da torcida e da imprensa.
“Foi um período difícil mentalmente. As pessoas em Paris perguntavam por que eu jogava tão bem pelo Marrocos e parecia diferente no PSG. Questionavam se eu estava mal ou se havia algum outro motivo. Nem todos entendiam o contexto e as diferenças.”


