Virtualmente rebaixado para a Série B de 2022, o Grêmio já começa a projetar a próxima temporada. A primeira providência será definir um novo departamento de futebol, com a escolha de um novo vice, já que o atual Dênis Abrahão, ao assumir, deixou claro que ficaria somente até o final do ano.
A primeira missão do futuro vice de futebol vai ser a de definir um novo executivo para o lugar de Diego Cerri, que também não deverá permanecer para o próximo ano.
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O novo departamento de futebol também terá que contratar uma nova comissão técnica, já que Vagner Mancini também não irá ficar no clube.
Mesmo tendo contrato até o final de 2022, já é consenso na Arena que o atual treinador não conseguiu dar a resposta esperada. Até o momento foram 13 jogos, com cinco vitórias, seis derrotas e dois empates.
Em nenhum momento o Grêmio conseguiu sair da zona do rebaixamento e, agora, precisa vencer o Atlético-MG na última rodada, além de depender de uma série de resultados paralelos para escapar da segunda divisão.
Drama Familiar
O treinador gremista não retornou para Porto Alegre após o empate em 1 a 1 com o Corinthians. Da capital paulista, Vagner Mancini rumou para Ribeirão Preto, para dar apoio aos seus familiares. A mãe do treinador havia sido internada em um hospital na última sexta-feira e acabou falecendo nesta segunda. Vagner Mancini só retornara para Porto Alegre na terça-feira, para o treino da tarde.
Queda nas receitas e corte de despesas
A ausência de competições como Libertadores da América e Copa Sul-Americana, no próximo ano, também foi fundamental para que o presidente determinasse um corte de 20% nas despesas em todas as áreas do clube. Será necessário também uma redução no quadro de funcionários, com demissões que deverão ocorrer no início do próximo ano.
Um rebaixamento para a segunda divisão também vai gerar queda nas receitas de televisionamento em quase 60 milhões de reais. Hoje a cota da televisão é uma das principais fontes de renda dos clubes no Brasil.
Mesmo tendo fechado os últimos anos com superávit, o presidente Romildo Bolzan Júnior também definiu que a folha de pagamento do departamento de futebol, que hoje gira em torno de 15 milhões de reais, terá que ser reduzida em no mínimo 50%.
Nomes como o do lateral Rafinha e do centroavante Diego Souza não terão os seus contratos renovados. Outros jogadores, com contratos em vigor, ou serão negociados ou terão o vínculo rescindido.


