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Arthur e Ramiro, os "baixinhos" que podem trazer sucesso ao Grêmio

09:16 BRT 17/05/2017
Arthur e Ramiro - Grêmio
Com 1,68 m e 1,72 m, jovens de 20 e 23 anos, formam dupla pelo Tricolor nesta quarta-feira (17), contra o Fluminense

Os volantes no futebol moderno tendem a ter no mínimo 1,85m de altura. Walace, ex-Grêmio, campeão olímpico e vendido ao Hamburgo, que ainda faz falta ao time de Renato Gaúcho, tem 1,88m, por exemplo, mas Arthur (1,72m e 20 anos) e Ramiro (1,68m e 23 anos) são excelentes exceções.

A dupla, ao lado de Michel (1,83m), será titular no meio-campo do Tricolor nesta quarta-feira (17), às 21h45 (de Brasília), contra o Fluminense, pela Copa do Brasil. O mais novo, que virou xodó da torcida (que o chama de Rei Arthur) e forçou sua entrada ao time nos últimos jogos, é meia de origem e convenceu o treinador com muita dedicação.


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Saiba um pouco mais sobre a dupla de "baixinhos":

RAMIRO


(Foto: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação)

Ramiro, melhor em campo do Grêmio e autor de dois gols na vitória por 2 a 0 sobre o Botafogo, é um velho conhecido de Renato. Foi com ele, que em 2010, teve seu melhor momento na carreira, quando Portaluppi também estava no comando da equipe, mas para os dois "baixinhos" do Grêmio, uma característica é fundamental: A entrega.

O comandante do Tricolor afirmou, recentemente, que Arthur sente muito desgaste físico depois das partidas, por não dosar a energia. A crítica/elogio cairia bem também para Ramiro, um dos mais dedicados nos treinamentos e nas partidas.

A vontade acima da média de ambos compensa sua baixa estatura física, semelhante ao que acontece com Verratti (1,65m), volante destaque do PSG e que recentemente foi sondado pelo Barcelona e pelo Manchester United.


ARTHUR


(Foto: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação)

No ano passado, Arthur nem no time reserva figurava. Titular na estreia do Grêmio no Brasileirão, o jovem ganhou, em poucas oportunidades, entrando no segundo tempo de algumas partidas, a posição de Jaílson, que era o primeiro reserva na temporada passada. Nesta semana, revelou inspiração em Iniesta, maestro do Barça.

"Tem um em especial, desde quando entendo um pouco de futebol, eu acompanho. O Iniesta. Para mim, na posição, não existiu algo parecido com o que ele já fez no futebol. Procuro observar sempre. O que ele faz que o torna tão bom. Tento aprender um pouco vendo ele jogar. Sem dúvida o maior ídolo", afirmou ele ao Globoesporte.com.

"Ele arrisca alguns passes muito difíceis, dá muitas assistências. É uma característica dele, e no jogo do Arthur, acho que posso melhorar essa questão. É com o tempo também, pegando confiança, ritmo de jogo, posso evoluir um pouco nisso", acrescentou ele.