Parece que o debate sobre se o Real Madrid é melhor com ou sem Kylian Mbappé já não é apenas uma discussão entre torcedores, mas tornou-se uma questão quantificável, comprovada pelo desempenho e pelas estatísticas.
Enquanto o francês estava no auge de sua forma, o time real teve seus melhores momentos nesta temporada, mas a recente queda em sua eficácia diante do gol reabriu as dúvidas sobre seu verdadeiro impacto no sistema.
De acordo com reportagem do jornal “Marca”, no início da temporada, o projeto de Xabi Alonso avançava a todo vapor: Mbappé explodiu ofensivamente, marcando 9 dos 16 gols da equipe em suas primeiras partidas, levando o Real Madrid a uma sequência de 7 vitórias consecutivas, a melhor da temporada.
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Após o tropeço no Metropolitano, o time voltou com força total, conquistando mais 6 vitórias consecutivas, nas quais Mbappé marcou 8 novos gols, confirmando-se como o principal motor da máquina ofensiva branca.
O jornal acrescentou que, desde então, a curva começou a descer: o desempenho e os resultados mudaram, e o próprio Mbappé entrou em uma fase incomum em sua carreira, tendo marcado apenas um gol nos últimos 7 jogos, embora esse gol tenha surgido em um momento decisivo contra o Bayern de Munique.
Eficácia preocupante
Os números não mentem: no auge de seu brilho, Mbappé precisava de apenas 4 chutes para marcar um gol, com uma precisão de 25%, ou seja, um gol a cada 70 minutos.
Agora, porém, sua eficácia caiu para um gol a cada 497 minutos, com uma taxa de sucesso que não ultrapassa 4%.
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Essa queda acentuada na produtividade não passa despercebida dentro do clube, especialmente com a sensação crescente de que a presença de Mbappé afeta o desempenho de Vinícius Júnior, cujas contribuições ofensivas caíram quase pela metade desde o retorno do francês ao time titular.
O problema é coletivo, não individual
Em meio às críticas, Álvaro Arbeloa tentou acalmar os ânimos, afirmando que a preocupação é injustificada:
E acrescentou: “Não posso me preocupar com jogadores que têm os números que têm. É certo que estão entre os 4 ou 5 melhores jogadores do mundo. Não posso me preocupar de forma alguma.”
Ele acrescentou: “Precisamos melhorar muitas coisas coletivamente, especialmente contra as equipes que nos esperam, nos deixam poucos espaços e não avançam muito para nos enfrentar. Isso ainda é difícil para nós, e acredito que tenha mais a ver com o desempenho coletivo do que com o talento individual. Esperamos que essa série termine na quarta-feira, como todas as séries terminam, e que recuperemos a precisão na frente do gol”.
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Momento delicado
Apesar de ter marcado 83 gols em 96 partidas com a camisa do Real Madrid, Mbappé se encontra em uma situação rara: queda na eficácia, pressão crescente da torcida e desafios decisivos na Liga dos Campeões.
É interessante notar que sua recente lesão no joelho, que o afastou temporariamente, proporcionou ao time uma maior coesão coletiva, o que alimentou o debate sobre se a ausência do astro francês confere ao Real Madrid um maior equilíbrio no desempenho.
Agora, com os grandes jogos se aproximando, Mbappé sabe que voltar ao seu nível não é apenas uma questão de números, mas de confiança.
A equipe precisa de seu principal artilheiro, e a torcida espera que o camisa 10 volte a ser o que era no início da temporada: um símbolo de decisão, e não o centro de polêmicas.
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