Coudet tem, no Gre-Nal, pior marca da carreira - incluindo clássicos como jogador

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Internacional perde na Libertadores e técnico segue sem vitórias contra o Grêmio; na Argentina, retrospecto por River, Racing e Central foi melhor

Nesta quarta-feira (23), o clássico entre Internacional e Grêmio, válido pela quarta rodada da fase de grupos da Libertadores, terminou do modo como Renato Gaúcho está acostumado: com vitória do Tricolor. Do outro lado, Eduardo Coudet ainda não sabe como é vencer seu maior rival pelo Colorado e já enfrenta a maior seca em clássicos de sua carreira. 

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Desde que chegou ao Brasil, o argentino já disputou cinco Gre-Nais. E não vence nenhum. Mais do que isso, foram quatro derrotas e um empate. O único empate foi válido também pela Libertadores, mas em uma partida que ficou ofuscada por oito expulsões e muita confusão.

Além da partida de ontem, outra derrota marcante foi na final do segundo turno do Campeonato Gaúcho. Após derrotar seu maior rival por 2 a 0, o Grêmio seguiu para a grande decisão contra o Caxias e foi campeão.

É verdade que o retrospecto recente não é exclusivo do Inter sob comando de Coudet. O Colorado já chega a dez partidas sem conseguir vencer o Tricolor, mas o péssimo aproveitamento do treinador argentino em Gre-Nais já é algo que incomoda.

"Seguramente não é o ideal. Nunca tive uma sequência assim em 30 anos de futebol. É algo diferente", lamentou o Chaco após o revés de na Libertadores. 

E ele tem razão. Coudet nunca teve um aproveitamento parecido com esse ao longo de sua carreira em clássicos. 

Coudet Caio Henrique Grêmio Internacional Libertadores 12 03 2020 Foto: Getty Images

O argentino iniciou sua trajetória como treinador pelo Rosário Central e, ao longo de três temporadas, disputou cinco partidas contra o Newell’s Old Boys. Foram duas vitórias, dois empates e apenas uma derrota, com 53,3% de aproveitamento.

Então, Coudet se transferiu ao Racing, onde disputou apenas um clássico contra o Independiente e venceu. Se esse resultado for somado aos outros obtidos com o Rosário, o aproveitamento do Chaco chega a 61,1%, com apenas uma derrota em seis partidas. 

E o bom retrospecto de Coudet em clássicos não se deu apenas ao longo de sua carreira como treinador. 

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Como jogador, o argentino teve duas passagens pelo River Plate. Ao todo, enfrentou o Boca Juniors sete vezes, com três vitórias, dois empates e duas derrotas. Mais uma vez com bom aproveitamento. Ele também jogou pelo Rosário. Disputou um clássico e venceu. 

Uma seca em clássicos nessas proporções é algo novo para o treinador argentino. Mas seu sucesso no Internacional certamente passará muito por uma volta por cima diante do Grêmio de Renato Gaúcho.

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