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Brasileirão Série A

Colete de Jesus, calça vinho de Cuca e as superstições dos treinadores no Brasil

18:42 BRST 28/11/2019
Jorge Jesus Flamengo Ceará Brasileirão 27 11 2019
Treinador do Flamengo admite estranhamento com colete; relembre superstições de outros técnicos brasileiros

O Flamengo vem de duas viradas de resultado consecutivas. No último final de semana a equipe carioca ergueu o troféu da Libertadores após derrotar o River Plate, de virada, por 2 a 1. Nesta quarta-feira (27), o Rubro-Negro saiu atrás do placar diante do Ceará, no Maracanã, mas reverteu a situação para 4 a 1. Aos mais supersticiosos, o motivo pelo qual o clube começou perdendo os duelos está associado às vestimentas de Jorge Jesus, em especial, ao colete usado pelo treinador nos minutos iniciais de cada jogo.

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Detentor de um estilo mais reservado, Jesus raramente foi visto a beira do campo sem o tradicional e elegante blazer. No entanto, o técnico resolveu caprichar e adotou recentemente o colete preto por cima das camisas. Coincidentemente, a peça de roupa foi usada justamente no início das partidas nas quais o Flamengo sofreu gol antes de balançar as redes.

Em Lima, no Peru, o Flamengo desceu para os vestiários após o final do primeiro tempo atrás do placar. No retorno para etapa final, Jorge Jesus decidiu tirar o colete e a virada ocorreu. O português pareceu não ter se convencido de que a roupa teria influenciado no placar inicial. “Eu não sou um cara muito supersticioso”, ressaltou em entrevista coletiva.


(Foto: Getty Images)

E, na possível tentativa de encerrar rumores de superstição a respeito da peça de roupa, Jorge Jesus entrou em campo diante do Ceará novamente com o colete, porém encerrou o jogo sem ele. Questionado acerca da mudança, Jesus brincou: “Usei aquele colete na primeira vez [contra o River] e começamos perdendo. Usei na segunda vez [contra o Ceará] e começamos perdendo. Tirei o colete pois estava muito apertado. Mas na verdade todos nós temos um pouco de superstição”.


SUPERSTIÇÕES DE OUTROS TREINADORES


Modesto sobre o assunto, o Mister fica atrás neste quesito comparado com outros nomes brasileiros, como por exemplo Cuca. O ex-treinador do São Paulo que está atualmente sem clube é especialista no assunto. Extremamente supersticioso, Cuca carrega uma série de “regras da sorte”, que variam desde a cor da roupa até coração de boi.


(Foto: Getty Images)

Durante o tempo no qual comandou o Palmeiras entre as temporadas de 2016 e 2017, Cuca adotou a calça vinho como amuleto da sorte. Já na emocionante conquista do Atlético-MG na Libertadores de 2013, o técnico não abriu mão da camisa preta com a imagem da Nossa Senhora de Aparecida.

Treinador da seleção brasileira, Tite também é devoto de Nossa Senhora e costuma carregar nos braços uma pulseira com símbolos religiosos que é usada como o amuleto no dia a dia e, buscada em momentos de dificuldade nas partidas.

Outro adepto às superstições religiosas é Felipão. O técnico costuma levar a campo uma santa no bolso da calça. À frente da Seleção Brasileira, Felipão gostava de usar camisa polo branca com o agasalho da equipe como superstição.

As roupas costumam ser o principal objeto para os treinadores “depositarem” a sorte. Em 1997, Antonio Lopes, na época técnico do clube, decidiu vestir uma camisa verde após três jogos consecutivos sem vitórias. Coincidência, desde então o time carioca realizou boas partidas e terminou campeão do Brasileirão naquele ano.