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GFX Jefferson Adriano Messi 15 05 2017

Com "faca nos dentes" Jefferson sonha com grandes títulos no Botafogo e vaga no Mundial de 2018


Por Tauan Ambrosio 

Jefferson nunca foi de apresentar, ao menos publicamente, grandes alterações de comportamento. O goleiro e ídolo botafoguense segue tranquilo no tom de sua fala, demonstrando a mesma calma de quem defendeu pênaltis históricos como os de Adriano, em 2010, pelo Botafogo, ou de Lionel Messi, em 2014, pela Seleção Brasileira.

Mas a sua tranquilidade não significa apenas frieza. Ao falar sobre todo o carinho que recebeu em praticamente um ano fora dos gramados por causa de uma rara lesão no tríceps, o camisa 1 demonstra toda a sua gratidão e segue pensando alto: títulos, Seleção Brasileira e Copa do Mundo de 2018 estão no horizonte do jogador de 34 anos, que está muito próximo de voltar a brigar pela posição.

Em entrevista exclusiva à Goal Brasil, o ídolo do Botafogo confidenciou alguns momentos tensos desde sua lesão, revelou o que lhe deu forças durante este período, falou o que espera do clube no ano e disse que as negociações para a sua renovação de contrato, que termina no final deste ano, têm que partir em primeiro lugar do clube de General Severiano. Abaixo, confira o que disse o ídolo alvinegro!

No momento da lesão, em maio de 2016, achou que ela seria tão grave quanto se mostrou?

“Olha, a primeira lesão, na minha cabeça, foi mais tranquila pelo prazo que foi me dado, né? Foi me dado que em três meses eu estaria voltando para atividade normal. Automaticamente, você acha que três meses passam rápido. Eu fiquei tranquilo por causa disso.


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Eu comecei a ficar meio chateado, até preocupado, quando se passou o prazo de três meses, três meses e meio, quatro meses... e eu via que não tinha evolução nenhuma. Aí que eu fiquei preocupado, aí que eu vi que realmente era uma coisa mais séria”.

Qual foi o momento mais difícil para você?

“Foi dos três meses ao quinto mês. Eu estava praticamente indo para o campo, treinando e não estava vendo evolução nenhuma. Eu ia para casa numa agonia muito grande, porque não estava vendo evolução nenhuma.

Chegou um ponto em que eu pensei: “não dá!”. Tinham me dado o prazo de três meses para poder jogar, eu já estava há praticamente uns seis e não tinha evolução nenhuma. Aí eu chamei eles [o clube] e disse que ia procurar um especialista. Então acho que do terceiro ao sexto mês foi o período mais difícil para mim”.

O que te deu mais força durante esse período?

“Primeiramente Deus, por ter me dado muita paciência, força nesse período. Foi fundamental. A família, que sempre esteve comigo, ao meu lado, os meus companheiros aqui também... acho que todo mundo e envolveu muito: os meus companheiros de clube, os torcedores. Por incrível que pareça, não somente os torcedores botafoguenses, mas outros torcedores também”.

Nesse período em que esteve parado, qual foi a importância do Botafogo na sua vida?

“Foi fundamental. Na primeira passagem que eu tive pelo Botafogo, em 2003, quando eu saí eu disse que quando eu voltasse para o Brasil eu voltaria para o Botafogo. Porque eu vejo que, no clube, você tem que ter uma identificação com o clube e com os torcedores. Isso que mexeu muito na minha volta, em 2009, e eu já era muito querido aqui pelos torcedores. Depois daquele pênalti do Adriano, em 2010, mudou muito o meu reconhecimento aqui no Botafogo.

GFX Jefferson torcida Botafogo 15 05 2017

E, automaticamente, depois que a gente caiu em 2014, eu ainda fui considerado o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro e permaneci em 2015. Então ali realmente já carimbei como um dos ídolos do Botafogo... e era isso que eu queria".

O que podemos esperar do Botafogo em 2017?

“O Botafogo está batendo na trave lá em cima, então eu creio que esse ano é um ano para a gente melhorar mais ainda do que o ano passado, de a gente estar ‘nas cabeças’ e, quem sabe, a gente possa beliscar aí um título Brasileiro?

GFX Jefferson Botafogo 15 05 2017

Mas como também a gente está pegando o gostinho da Libertadores, então creio que a gente vai entrar neste Brasileiro mais motivado para estar na Libertadores e beliscar um título, se Deus quiser”.

Você tem contrato até o final deste ano. Isso é algo que te preocupa? Como você vê essa questão?

“O interesse, primeiro, tem que partir é do Botafogo. Eu sempre demonstrei meu carinho pelo Botafogo, mas o meu primeiro objetivo é voltar bem”.

O Gatito vive um grande momento. Como vai ser a disputa por posição?

Eu, hoje, vejo uma competitividade muito boa, saudável, e quando a gente voltar, vamos deixar o Jair com dor de cabeça para ele resolver”.

2018 é ano de Copa.  Acredita que dá para recuperar o seu lugar na Seleção?

“Creio que sim. A gente tem que acreditar no trabalho bem feito do Botafogo, no nosso potencial, e eu tenho uma esperança de poder voltar à Seleção Brasileira. E sei também que é, vamos dizer, minha última oportunidade de disputar uma Copa do Mundo.

GFX Jefferson Copa do Mundo Seleção 15 05 2017

Hoje eu estou com 34 anos, e vou voltar aí com a ‘faca nos dentes’ para poder, o mais rápido possível, ajudar a equipe do Botafogo e, consequentemente, mostrar para o Tite que eu tenho condições de estar no grupo para disputar essa Copa de 2018”.

Pênalti defendido contra o Adriano, em 2009, ou contra o Messi, na Seleção?

“São dois momentos, da minha carreira, marcantes.

GFX Jefferson Adriano Messi 15 05 2017

Uma marcou o meu reconhecimento aqui no Botafogo, e o pênalti do Messi, praticamente, vamos dizer quase no mundo todo. Aonde eu passo hoje, as pessoas comentam do pênalti do Messi. Poxa, eu fui passar as férias nos Estados Unidos e encontrei torcedores lá que falavam; ‘esse é o Jefferson, do Botafogo, que pegou pênalti do Messi...’, Então a repercussão é totalmente diferente, são dois lances que realmente vão ficar na minha memória.

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