Editorial
Leo Messi foi o destaque do Barcelona contra o Celta de Vido, mas seu recital não foi suficiente para assegurar a vitória. Os visitantes marcaram primeiro com Iago Aspas e esperguiçou o time culé, que demorou apenas um minuto e meio para voltar a deixar tudo igual no marcador. Porque o argentino não acordou cedo para perder em casa e pôs a equipe no caminho necessário para derrotar a equipe que mais vezes derrotou o Barcelona do MSN. Luis Suárez fez o gol que faltava para confirmar que esta equipe tem meios de se tornar em um rolo compressor.
No entanto, no segundo tempo, Maxi Gómez apareceu para jogar por água abaixo as aspirações dos culés e deixar o Barcelona faminto. Porque há fome de títulos depois de uma temporada em que a equipe só comemorou a Copa do Rei, um título insuficiente para o único clube que tem pribilégio de gozar do melhor dos melhores cada fim de semana. Porque pode ter certeza, sem equívoco que Messi é eterno. Não importa se é contra o Celta ou o Real Madrid. Ele veio ao futebol para ganhar e alimentar a lenda de jogador mais decisivo do planeta. Ele mantém essa atitude aconteça o que acontecer, o que o levou a somar 31 títulos, mais do que qualquer outro jogador da história do Barcelona, com exceção de Andrés Iniesta, que conta com exatamente os mesmo números. Acabou o jogo como acabou deixa o time catalão mais faminto, se possível.

Porque Messi não foi suficiente desta vez também. Novamente, o árbitro se equivocou anulando um gol de Suárez por um inexistente impedimento e diante disso não pode fazer mais. O time não poupou em nenhum momento e inclusive perdeu Umtiti por lesão.
A equipe está imersa em um bom caminho, crescendo em cada jogo que joga, mas, como as coisas estão, nos dois melhores que jogou - Valencia e Celta - não conseguiu a vitória dados os erros de arbitragem. De qualquer forma, este Barcelona está com fome de títulos e continua a desfrutar do melhor. Há times mais plásticos, como Manchester City, Tottenham ou Napoli. Outros mais físicos, como o Chelsea. alguns até sabem que estarão lá quando tiverem que estar, como o Real Madrid. Mas nenhum oferece a solidez defensiva do Barcelona - apesar dos dois gols sofridos contra o Celta - e muito menos contam com Messi, fator de desequilíbrio intransponível. Assim, é claro que o Barcelona é novamente um candidato para tudo, mesmo apesar do árbitro. Há fome, contentem-se com isso.


