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CM Juventus Inside Spalletti 16 9Getty Images

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Spalletti, sobre o cobrador de pênaltis e Koopmeiners: escolhas questionáveis

Já se passaram dois dias desde o empate Juventus x Sassuolo por 1 a 1, mas os episódios que marcaram a partida ainda são motivo de discussão, especialmente o pênalti que Manuel Locatelli teve defendido por Muric a poucos minutos do fim.


O capitão da Juventus está “devastado com o resultado”, conta o Tuttosport; ele passou o domingo com a família, recebendo mensagens de conforto e apoio dos companheiros (Perin, Pinsoglio, Gatti, Vlahovic e Yildiz) e de Luciano Spalletti. Um gesto de carinho em um momento difícil.


  • A DEFESA DE SPALLETTI

    Quanto à decisão de deixar Locatelli cobrar o pênalti, apesar de Kenan Yildiz ter tocado na bola perto da marca do pênalti, Spalletti foi muito claro logo após a partida: “Eu explico com prazer o lance do pênalti… mas vamos primeiro fazer uma descrição normal do que aconteceu. Quem é o cobrador de pênalti? Da última vez vocês me perguntaram por que não foi o Locatelli que cobrou e por que foi outro... Foi o David quem cobrou... e então por que foi ele? Foi o Yildiz quem cobrou... e por quê?... Agora mandam o Locatelli cobrar, por que foi o Locatelli que cobrou?”.


    E ainda: “Maremma está enlouquecida: digam vocês como fazer, digam vocês, senão vamos para o manicômio, vamos todos para o manicômio. Yildiz? Ele tinha a bola na mão… Pegam a bola porque é certo que querem cobrar. Depois converso com o Locatelli, que veio até lá e me diz: ‘Eu vou cobrar’. Então? Se você quer cobrar, cobre você, porque você é o cobrador de pênaltis… ‘eu vou cobrar’, ótimo, vá e diga que eu disse que você tem que cobrar. Foi uma coisa totalmente normal… senão vamos fazer uma cooperativa… outro referendo sobre quem deve cobrar o pênalti…”.

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  • A TESE: TERIA SIDO MELHOR SE YILDIZ TIVESSE CHUTADO

    Spalletti tem seus motivos e seu argumento, do ponto de vista racional e no que diz respeito ao respeito pelas hierarquias, faz todo o sentido: o batedor de pênaltis é Locatelli e é justo que seja ele a cobrar o pênalti. Permitimo-nos, neste espaço, enumerar também os motivos daqueles que defendem a tese de que teria sido melhor que o pênalti contra o Sassuolo tivesse sido cobrado por Yildiz. Em primeiro lugar, é verdade que, do ponto de vista racional e das hierarquias, o pênalti cabia a Locatelli, mas o próprio Spalletti nos ensinou, ao longo de sua carreira, que o futebol não é apenas racionalidade: é também emoção e intuição.


    E talvez o momento que corresponde ao minuto 85 de Juventus x Sassuolo merecesse uma escolha ditada pela emoção e pela intuição. Locatelli acabara de errar alguns passes, e em um deles a torcida do Estádio até resmungou. Yildiz, por outro lado, havia feito uma grande partida, marcando também um gol maravilhoso: ele se sentia pronto, queria levar o time à vitória.


    Uma situação bem diferente daquela em que Jonathan David foi o infeliz protagonista na partida entre Juventus e Lecce: o canadense não marcava há muito tempo, era um jogador em dificuldades, a quem Locatelli, naquela noite, fez o belo gesto, altruísta e digno de um capitão, de deixar a responsabilidade de cobrar o pênalti. Yildiz, na noite da partida entre Juve e Sassuolo, estava em uma situação psicológica completamente diferente daquela de David contra o Lecce.


    E depois há também a questão do valor absoluto dos jogadores de que estamos falando. Já escrevemos isso em tempos menos conturbados e repetimos hoje: o camisa 10 da Juventus deveria ser sempre o primeiro cobrador de pênaltis e a primeira opção nas cobranças de falta da equipe bianconera, como foi no passado com Platini, Baggio e Del Piero. Se não for, em nossa opinião, isso é um problema. Ou do jogador, ou do treinador.


  • KOOPMEINERS DESORIENTADO

    Outra escolha que deixou muitos perplexos durante a partida entre Juventus e Sassuolo foi a escalação de Teun Koopmeiners. Entrando em campo aos 62 minutos no lugar de Khephren Thuram, o holandês foi inicialmente posicionado bem à frente, praticamente como atacante. De costas para o gol, uma situação na qual ele já afirmou várias vezes não se sentir à vontade. E, de fato, ele nem tocou na bola. Depois, com as entradas de Vlahovic e Milik, Koopmeiners foi deslocado para a defesa. Em qualquer lugar, menos no meio-campo, portanto. Que fim triste para uma contratação de 61 milhões, agora desorientado na função de remendo.


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