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O Irã “não pode participar” da Copa do Mundo devido ao conflito com os EUA e Israel, afirma o ministro do Esporte

  • A postura firme de Teerã

    O conflito atual eclodiu em 28 de fevereiro, com uma série de intensos ataques aéreos por parte de Israel e dos EUA contra instalações militares e nucleares em todo o Irã. O conflito criou uma crise geopolítica que agora se espalhou diretamente para o mundo esportivo. Com o torneio emblemático da FIFA a apenas três meses de distância, a perspectiva de uma das nações mais proeminentes do futebol asiático se retirar causou um choque no mundo do futebol e deixou os organizadores em uma corrida contra o tempo.

    O ministro foi firme, afirmando: “Considerando que este regime corrupto assassinou nosso líder [Ayatollah Khamenei], sob nenhuma circunstância podemos participar da Copa do Mundo. Nossas crianças não estão seguras e, fundamentalmente, não existem condições para a participação. Dadas as ações maliciosas que eles realizaram contra o Irã, eles nos forçaram a duas guerras ao longo de oito ou nove meses e mataram e martirizaram milhares de nosso povo. Portanto, certamente não podemos ter essa presença.”

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    Infantino busca solução diplomática

    A notícia surge após a reunião do presidente da FIFA, Gianni Infantino, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na terça-feira. Infantino inicialmente manteve-se otimista, partilhando o seguinte nas suas redes sociais: “Esta noite, reuni-me com o presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, para discutir o estado dos preparativos para a próxima Copa do Mundo da FIFA e o entusiasmo crescente, já que estamos prestes a dar o pontapé inicial em apenas 93 dias.”

    Infantino abordou especificamente a situação iraniana, observando: “O presidente Trump reiterou que a seleção iraniana é, obviamente, bem-vinda para competir no torneio nos Estados Unidos. Todos nós precisamos de um evento como a Copa do Mundo da FIFA para unir as pessoas agora mais do que nunca.”

    No entanto, Trump havia demonstrado indiferença anteriormente, afirmando: “Realmente não me importo”, quando questionado sobre a possível retirada do Irã.

  • Federação questiona segurança em solo americano

    O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, já havia colocado em dúvida a participação da seleção masculina na Copa do Mundo de 2026, questionando na televisão estatal: “Se é assim que a Copa do Mundo vai ser, quem em sã consciência mandaria sua seleção nacional para um lugar assim?” Seus comentários foram feitos no momento em que o Irã está programado para jogar suas partidas da fase preliminar nos Estados Unidos, com jogos marcados para Los Angeles e Seattle.

    Taj relacionou suas preocupações com a segurança à recente participação da seleção feminina na Austrália, onde várias jogadoras, incluindo a capitã Zahra Ghanbari, solicitaram asilo. Embora relatos sugiram que elas buscaram refúgio após serem rotuladas de “traidoras” por se recusarem a cantar o hino nacional, Taj alegou que elas foram “sequestradas” e mantidas como “reféns”. Ele culpou Trump por incitar essas deserções ao oferecer asilo, questionando: “Como você pode estar otimista em relação a uma Copa do Mundo que será realizada nos Estados Unidos?”

  • President Lula Da Silva Receives FIFA Trophy Tour at Planalto PalaceGetty Images News

    A FIFA mantém-se firme quanto ao calendário

    Apesar da retórica de Teerã, a FIFA parece determinada a prosseguir. O diretor de operações Heimo Schirgi insistiu que o evento é “grande demais para ser adiado”, esperando que todas as 48 nações participem. A possível retirada do Irã do Grupo G, ao lado da Bélgica, Nova Zelândia e Egito, forçaria uma reestruturação frenética poucas semanas antes do início da competição, em 11 de junho.