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Como 1907 v FC Internazionale - Coppa ItaliaGetty Images Sport

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Como, Fàbregas está de saída? Quem pode vir em seu lugar. E será o próprio Cesc quem vai escolher

O legado a ser assumido quando terminar a bem-sucedida aventura de Cesc Fàbregas no comando do Como será de peso. O catalão conseguiu levar o time da região de Como entre os melhores da Série A, combinando um futebol espetacular com uma gestão inteligente do elenco e das várias janelas de transferências. Um trabalho que o colocou inevitavelmente no radar dos grandes clubes da Europa e que poderá em breve levá-lo a deixar o lago. 

Na briga pela Ligados Campeões e com um futuro promissor pela frente, os caminhos do técnico e do clube podem se separar em breve. Por um lado, Cesc sabe que talvez em nenhum outro lugar ele encontraria tanta liberdade e margem para aprimoramento; por outro, considerando também sua carreira, ele está ciente de que existem outros palcos bem mais prestigiados do que a grande realidade em que o Como se tornou. Fàbregas está em uma encruzilhada, ou melhor, vai se encontrar nela. No final da temporada, ele poderá continuar e almejar cada vez mais alto com sua criação ou deixá-la em outras mãos experientes. Ora, caso a escolha seja a segunda: quem poderia chegar para substituí-lo? Tentamos imaginar os perfis certos.

  • FABREGAS-COMO: ATÉ QUANDO VAMOS CONTINUAR JUNTOS?

    Que Fabregas, mais cedo ou mais tarde, deixe o Como é algo natural, e recentemente o presidente do clube, Mirwan Suwarso, também falou sobre isso. À revista Undici, ele disse: “Fabregas é realmente muito importante para nós, mas seríamos tolos se não pensássemos que um dia ele possa ir para o Arsenal, o Barcelona ou o Chelsea. Dito isso, espero que, enquanto estiver aqui, ele nos ajude a traçar um plano de sucesso também para quem vier a substituí-lo. Para mim, quando ele for embora, se é que algum dia for embora, deve ser ele a escolher quem ocupará seu lugar. Ele deve estar envolvido na escolha. Como membro do Conselho de Futebol, ele terá que nos ajudar a nomear o próximo treinador”.

    Resumindo, antes de partir, Fàbregas indicará seu sucessor e preparará o terreno para ele, um pouco como Klopp fez com Slot no Liverpool. Já se falava nisso no final da última temporada, quando o espanhol teve várias conversas com clubes como a Inter e o Bayer Leverkusen. Nas últimas coletivas de imprensa, ele disse então: “Quero sair daqui deixando um legado. O importante é que quem vier depois de mim encontre um grande clube, com jogadores muito bem preparados e com uma cultura de trabalho espetacular. É isso que quero deixar para o Como”.

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  • QUEM ESTÁ NO LUGAR DELE

    Quem poderia ser escolhido, então, caso essa saída se concretize daqui a alguns meses? Em primeiro lugar, é preciso traçar um perfil do possível sucessor. É preciso um técnico em ascensão, talvez jovem, talvez estrangeiro. É preciso, acima de tudo, um perfil que dê continuidade ao antecessor, um “treinador de jogo”, alguém que saiba dar um estilo de jogo fluido à sua equipe e valorizar os muitos jogadores de classe que chegaram ao longo dos anos às margens do Lago de Como.

    É possível que Fàbregas e a diretoria vasculhem o mercado de treinadores no exterior, dada a certa preferência por estrangeiros que tem caracterizado o Como. Não devemos nos surpreender se, portanto, o próximo treinador vier da Premier League ou da La Liga, se for alguém com quem Cesc já jogou ou que conheça bem, um homem de confiança a quem passar o bastão com tranquilidade.

    Três são as principais pistas a serem seguidas. A espanhola, dado o canal preferencial que o clube mantém, por exemplo, com o Real Madrid, e que levaria a nomes como Davide Ancelotti, filho de Carlo, já sondado no passado, ou ao próprio Arbeloa que, apesar de estar indo bem com os Blancos agora, dificilmente poderia permanecer no futuro. Outras ideias viáveis poderiam ser a que leva a Raúl ou a treinadores já mais consagrados, como Iraola e Marcelino. Nessa linha, permanecem por enquanto apenas sonhos candidatos como Xavi ou Scaloni, campeão mundial com a Argentina, ou – por que não – um dos mentores de Fàbregas, aquele Guardiola que parece estar no fim da carreira no City e poderia finalmente querer se medir com a Série A que ele quase alcançou, aliás, com o Brescia, que não fica muito longe de Como e que ele costuma visitar.

    A segunda vertente a ser seguida é a inglesa, mesmo em sentido lato. São muitos os treinadores da Premier League que poderiam despertar o interesse dessa diretoria, composta também por grandes ex-jogadores do outro lado do Canal da Mancha. É difícil chegar a Amorim, ainda sob contrato com o Manchester United; mais disponíveis, por outro lado, estão Glasner, que deixará o Crystal Palace, Marco Silva, do Fulham, e Lampard, autor de uma excelente temporada com o Coventry.

    Por fim, os italianos. Os treinadores que melhor poderiam seguir os passos de Fàbregas, apesar de suas características e divergências com o catalão, poderiam ser três que agora estão sem clube: Thiago Motta, De Zerbi e Maresca. Será uma escolha complicada — que pode até ser adiada por mais um ano —, mas certamente o próprio Fabregas será chamado a tomá-la para tornar cada vez mais concretos os sonhos de grandeza do agora ex-pequeno Como.