Em mais um capítulo da acirrada guerra de palavras no futebol espanhol, Javier Tebas quebrou o silêncio e respondeu com veemência à carta oficial do Barcelona, afirmando que a La Liga não tolerará qualquer violação da integridade da competição, e insistiu em dar continuidade à sua batalha jurídica contra o Real Madrid.
A resposta contundente de Tebas veio apenas 48 horas após a carta severa que Rafa Yusti, vice-presidente do Barcelona, enviou na quarta-feira à La Liga, à Federação Espanhola de Futebol e à Comissão de Árbitros.
Nela, Yusti exigiu uma “ação imediata” e a adoção de medidas legais e regulatórias contra Florentino Pérez, tendo como pano de fundo as declarações do presidente do Real Madrid nos dias 12 e 13 de maio, que o clube catalão considerou “um ataque à honra e à integridade das instituições e das competições”.
Em sua carta, divulgada pelo jornal espanhol “Mundo Deportivo”, Tebas não se limitou a apoiar a preocupação do Barcelona, mas foi além, lembrando a todos que a “La Liga” foi a primeira a criticar o Real Madrid.
O presidente da Liga afirmou que as declarações dos dirigentes dos clubes que atentam contra os valores institucionais são “inaceitáveis”, especialmente na ausência de quaisquer provas que comprovem as alegações de “suborno de árbitros” às quais Pérez e o Real Madrid vêm aludindo há meses no contexto do “caso Negreira”.
Tebas revelou o conjunto de medidas adotadas pela Liga para defender a reputação do campeonato mundialmente, afirmando: “Condenamos repetidamente o Real Madrid e suas práticas habituais por meio de nossos canais oficiais e da TV da Liga”.
Ele traçou o histórico do confronto, mencionando a ação judicial movida contra o clube real perante a Comissão de Competições da Federação Espanhola, seguida do recurso da decisão perante o Tribunal Administrativo Esportivo e, por fim, a apresentação de um terceiro recurso administrativo após a rejeição do caso pela Federação.
A batalha não se limitou ao passado: em 2025, a Liga defendeu integralmente o sistema de arbitragem espanhol e condenou publicamente as exigências do Real Madrid e de sua diretoria por uma “reforma abrangente” do sistema de arbitragem e pela afastamento dos árbitros ligados à era Negreira da Comissão Técnica de Árbitros.
Tebas concluiu sua mensagem em tom firme, prometendo que a Liga continuará desempenhando seu papel de “ministério público” para garantir a revelação dos fatos e que condenará veementemente qualquer questionamento à legitimidade das competições ou ao conduta do corpo arbitral, reforçando o compromisso absoluto da “La Liga” em tomar “as medidas necessárias contra qualquer pessoa que tente manchar a reputação do campeonato”.
Com essa resposta, Tebas traça uma nova linha vermelha contra o Real Madrid e confirma que a guerra judicial e midiática no futebol espanhol tende a se intensificar ainda mais.
