Em uma retrospectiva dramática da jornada dos “Leões do Euxo” rumo à Copa do Mundo de 2026, o assistente técnico Rob Stanton, de 54 anos, revelou os detalhes psicológicos e profissionais que antecederam a conquista histórica do Iraque ao derrotar a Bolívia (2 a 1) na final da repescagem mundial.
Em declarações ao site “Football 360”, Stanton descreveu a campanha de qualificação como um “desafio impossível”, já que a equipe enfrentava, em cada janela internacional, uma única opção: “vitória ou despedida”.
Lágrimas nos vestiários
Stanton transmitiu uma imagem vívida dos sentimentos dos momentos finais após o apito final no México, afirmando que a cena ultrapassou os limites do esporte para chegar a um estado de “euforia emocional” que atingiu tanto os jogadores quanto os dirigentes da federação.
O técnico australiano relembrou sua conversa com o goleiro Ahmed Basil, que descreveu aquele momento como “o maior da vida dele”, indicando que o papel da comissão técnica estrangeira se concentrava em absorver essa emoção intensa e direcioná-la para o profissionalismo.
O Grupo da Morte
Após uma jornada árdua que incluiu um pênalti decisivo contra os Emirados Árabes Unidos aos 107 minutos e condições logísticas complexas devido à situação regional, o Iraque se prepara para enfrentar (França, Noruega e Senegal) na fase final.
Stanton acredita que a pressão psicológica se dissipou completamente após a conquista da vaga, afirmando que a equipe adotará uma estratégia de “jogar sem restrições” para causar surpresas na Copa do Mundo.
Stanton concluiu sua visão afirmando que essa classificação não é apenas uma participação passageira, mas sim um “roteiro” para o futuro que visa transformar a presença iraquiana no cenário mundial de um sonho excepcional em uma realidade recorrente.


