Novidade no caso do assassinato do meia Daniel, ex-São Paulo. Um dos suspeitos do crime foi preso em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, nesta quarta-feira (1). A prisão ocorreu na casa onde o empresário Edson Brittes Júnior, de 38 anos, mora.
O advogado do suspeito, Cláudio Delladone, conversou com o G1 e o UOL, e disse que Edson Júnior se entregou à polícia para uma prisão temporária. Sua esposa e a filha de 18 anos também foram presas nesta manhã, no mesmo local. Ambas foram detidas para "averiguação", de acordo com o advogado, que também afirma que a prisão é temporária e tem prazo de 30 dias.
Vale destacar que, nesta quarta-feira (31), a Polícia Civil ouviu uma testemunha considerada chave durante três horas. A pessoa esteve com Daniel momentos antes da morte.
Segundo a testemunha, Daniel estava com mais seis pessoas (incluindo a testemunha), em uma boate em Curitiba, no último sábado (27). Depois, eles resolveram ir para a casa do suspeito do crime para um after party. Durante a festa, a esposa do suspeito teria gritado por "socorro". Quatro pessoas foram verificar o que acontecia e viram Daniel com a mulher. De acordo com o advogado da testemunha, Jacob Filho, ainda não é possível saber se o ex-jogador estava tendo um relacionamento amoroso com a esposa do suspeito ou a violentando.
As quatro pessoas, então, espancaram Daniel, pegaram uma faca e o colocaram no porta-malas de um carro antes de irem embora. Segundo a testemunha, o autor do crime procurou as pessoas que estavam na casa para montar um álibi mudando as versões dos fatos.
O corpo de Daniel foi encontrado no mesmo dia praticamente degolado e com o pênis cortado.
Revelado pelo Cruzeiro, o ex-jogador passou por São Paulo, Coritiba, Botafogo e Ponte Preta. Atualmente ele defendia o São Bento na Série B do Campeonato Brasileiro, emprestado pelo Tricolor. Daniel tinha 24 anos. Ele foi velado e enterrado em Conselheiro Lafaiete, no interior de Minas Gerais.


