Duas derrotas e uma vitória pouco convincente. Assim foi a semana passada do Palmeiras, que gerou muitas consequências para o elenco. Alguns jogadores aproveitaram as oportunidades que tiveram, mas muitos também se queimaram e devem perder espaço no elenco.
Tudo começou com o jogo contra a Chapecoense, em que Cuca resolveu dar chance para os reservas, mas eles não aproveitaram. A maioria jogou mal e mostrou que o elenco do Verdão é superestimado por muitos jornalistas e torcedores.
Depois até aconteceu a vitória contra o Atlético Tucumán, que garantiu a classificação para as oitavas de final da Copa Libertadores, mas não foi uma atuação convincente. Poucos jogaram bem na partida.
Por fim veio o pior: a derrota para o São Paulo no Morumbi, em uma noite de péssimas atuações individuais, além do problema tático coletivo. Tudo isso gerou grandes alterações nos status dos jogadores dentro do elenco e vai influenciar nas próximas escalações. Entre os principais atletas que atuaram, dá para dizer que apenas Yerry Mina, Edu Dracena, Zé Roberto e Dudu seguem com o mesmo status.
EM BAIXA
Fernando Prass
O goleiro falhou contra o Tucumán e contra o São Paulo. Apesar de ter crédito por tudo que já fez no passado, há quem diga que ele deveria ir para o banco de reservas.
Egídio
Ficou evidente que ele virou a terceira opção na lateral esquerda. Zé Roberto é titular, e Michel Bastos tem jogado bem na posição.
Fabiano
Provavelmente também vai virar terceira opção na lateral direita, depois de Jean e agora Mayke.
Guerra
Ag Palmeiras/DivulgaçãoGuerra ainda pode jogar melhor (Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação)
Contra o Tucumán ele teve espaço para criar jogadas, mas foi pouco produtivo. E contra o São Paulo ficou facilmente encaixotado na marcação compacta do adversário.
Felipe Melo
Depois de ser multado por uma discussão pública, só jogou contra o São Paulo, teve que ser terceiro zagueiro e não foi bem. Além disso, viu seu concorrente natural por posição, Thiago Santos, ganhar moral com Cuca.
Raphael Veiga
Jogou muito mal contra a Chapecoense e nem foi usado nos outros dois duelos.
Tchê Tchê
Ainda não mostrou o mesmo futebol de 2016 e ficou perdido no esquema tático com três zagueiros do jogo contra o São Paulo
Miguel Borja
Não fez gol contra o Tucumán e virou reserva contra o São Paulo. Mais uma vez Cuca pediu paciência, porque acredita que a evolução dele será gradativa
EM ALTA
Jailson
Com as falhas de Prass, aumentam as chances dele voltar a jogar, mesmo que seja para dar descanso ao titular
Juninho
Estreou no clássico e teve bons momentos. Agora precisa ser observado em um linha de quatro defensores. Mas, ao que tudo indica, vai ameaçar a condição de titular de Edu Dracena.
Mayke
Foi tímido contra o São Paulo, mas mostrou qualidade no passe e merece chance para jogar mais vezes e assim se soltar.
Michel Bastos
Sempre que entra durante os jogos mostra muita vontade e alguma qualidade. Contra o São Paulo ele foi titular na lateral esquerda e mostrou que pode jogar melhor do que Egídio e Zé Roberto.
Thiago Santos
GettyThiago foi seguro contra o Tucumán (Foto: Alexandre Schneider/Getty)
Substituiu o suspenso Felipe Melo na Libertadores e foi eleito o melhor em campo pela organização do torneio.
Keno
Não jogou bem contra a Chapecoense, mas segue como uma ótima opção para o 2º tempo, pois entrou no jogo contra o São Paulo e criou perigo. Iniciou sozinho a jogada do pênalti em Jean, por exemplo.
Róger Guedes
Também foi mal contra a Chapecoense, mas se destacou diante do Tucumán, com uma assistência. Poderia ter sido usado contra o São Paulo, mas a temporada dele ainda é marcada pela irregularidade.
Willian
Saiu do banco de reservas contra o Tucumán e fez um gol, além de criar outras jogadas de perigo. Mostrou que tem que ser titular. Contra o São Paulo ele jogou como centroavante e recebeu poucas bolas.
