Chorar pode não fazer parte do jogo, mas impreterivelmente faz parte da vida. O desabafo é dos sentimentos mais particulares e profundos do ser humano. Importante: seja dentro ou fora do futebol.
Quem sou eu para julgar um choro? Logo eu que aos 17 anos derramei pouquíssimas lágrimas quando a minha mãe morreu, mas, por outro lado, até hoje tento conter a emoção durante as mais bobas cenas dos mais bizarros filmes.
Neymar é craque, midiático e milionário. Também é mimado, polêmico e diversas vezes irritante. Ainda assim, tem todo o direito de chorar, principalmente para tentar amenizar a enorme (e merecida) pressão colocada em cima das próprias costas.
(C) Getty Images
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(C) Getty ImagesO problema do choro de Neymar depois da vitória em cima da Costa Rica não é propriamente o choro. O problema é, sem dúvida, o desvio de foco. Condição física, momento técnico e liderança, tudo isso merece muito mais atenção do que o desabafo. Muito mais.
O camisa 10 visivelmente não está 100%, culpa da cirurgia no pé direito e mais recentemente das dores no tornozelo direito. Muito abaixo do nível esperado, encontra dificuldades com o tempo de bola e não obtém sucesso nos dribles em velocidade. Tem sido caçado em campo, é verdade, mas abusa das quedas e das reclamações.
A história prova que um verdadeiro líder tem como principais características lutar de pé e agir mais do que falar. Repito: seja dentro ou fora do futebol.

