Enquanto Leonardo, diretor de futebol do PSG, não poupou críticas a convocação de Lionel Messi para a seleção argentina, o craque se prepara para enfrentar o Uruguai nesta sexta-feira, pela rodada das Eliminatórias Sul-Americanas, com um único objetivo: levar o país para mais uma Copa do Mundo. E esse fato não foi escondido pelo jogador na hora de assinar com o PSG.
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Segundo relatos, ele ainda tem essa condição escrita em seu contrato com o clube, em uma cláusula que estabelece que o PSG deve liberá-lo para qualquer jogo internacional que desejar, independentemente das circunstâncias.
Desde que deixou o Barcelona em agosto, o jogador de 34 anos acumulou 450 minutos pela Argentina nas eliminatórias (sem incluir o confronto suspenso contra o Brasil), em comparação com apenas 325 minutos na Ligue 1.
Nesse mesmo período marcou quatro gols com a camisa Argentina, enquanto aguarda seu primeiro gol na primeira divisão francesa.
Sem poder contar com Lionel Messi, principal nome do PSG, nos últimos dois jogos, Leonardo falou sobre o tema.
"Não concordamos em deixar entrar na seleção um jogador que, para nós, não esteja em condições físicas ou que esteja em fase de reabilitação. Isso não faz sentido, e esse tipo de situação merece ser definido um acordo real com a Fifa", disse o diretor de futebol do PSG ao Le Parisien.
Não é uma reclamação nova do brasileiro, que no final de outubro falava de Messi: "Nos últimos dois meses ele passou mais tempo com a sua seleção do que aqui.", afirmou.
"Tenho um bom relacionamento com Leonardo, porque Walter [Samuel] era seu companheiro de equipe e falou com ele recentemente", disse o técnico da Argentina, Lionel Scaloni, aos repórteres quando questionado sobre um possível rompimento com o PSG esta semana.
"É perfeitamente compreensível o lado do PSG, mas também não há dúvidas de que temos razão em chamá-lo e, se possível, colocá-lo para jogar", completou.
Durante anos, os clubes dominaram o cenário, retirando jogadores ao menor sinal de lesão e deixando claro que, como quem paga o seu salário, os clubes devem gozar de uma posição privilegiada.
Messi, no entanto, pensa o contrário. Neste ponto de sua carreira, ele não tem mais nada a provar em nível de clube, ao passo que a Copa do Mundo ainda parece o prêmio que ainda está fora de alcance.
Agora, ao que parece, é hora de fazer uma pausa. Com 11 vitórias em 13 jogos e uma vantagem de 10 pontos, o PSG não está exatamente perdendo seu talento na Ligue 1 e, mesmo que use apenas o jogo doméstico para se manter afiado, os jogadores de Mauricio Pochettino devem, com certeza, conquistar o título sem grandes problemas.
Isso deixa a Liga dos Campeões e a Copa do Mundo como as duas coroas pelas quais o argentino realmente deve trabalhar, livre da árdua necessidade de tirar o Barcelona do buraco todas as semanas.
Ele deveria estar em melhor forma do que nunca, tanto física quanto psicologicamente, para fazer exatamente isso.
Ver um jogador escolher o país em vez do clube pode levar algum tempo para o PSG, mas se eles puderem acomodar sua estrela e mantê-lo contente com este papel mais limitado e bem descansado, então eles e a Argentina estão perfeitamente posicionados para colher os benefícios , tornando todos vencedores.
