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Jair Bolsonaro Marcelinho Carioca CorinthiansReprodução / Facebook

Polêmica Marcelinho-Bolsonaro: Andrés diz que Corinthians não tem contrato com ex-camisa 7

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) surpreendeu a todos ao aparecer em um vídeo, ao lado do ex-jogador Marcelinho Carioca, usando uma camisa do Corinthians apenas alguns dias depois de se recusar a fazê-lo durante uma live. O uniforme alvinegro entrou para a coleção das camisas já vestidas pelo presidente da República

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"Nação corintiana, aqui o nosso presidente, Jair Messias Bolsonaro, com a camisa do Coringão. Isso é democracia, isso é defender a MP do Futebol, isso é valorizar o futebol feminino", disse Marcelinho, que comentou no vídeo o time pelo qual Bolsonaro torce. "É palmeirense, mas quer ele quer que todos os clubes tenham a liberdade para fazer os seus jogos, poder trazer os craques de futebol de volta ao nosso país e abrilhantar o futebol", fala Marcelinho no vídeo, enquanto Bolsonaro sorri e aponta para o símbolo do Corinthians.

O encontro entre os dois aconteceu nesta quarta-feira (29), no gabinete do presidente, no Palácio do Planalto, em Brasília,. No vídeo, gravado para o Pé de Anjo manifestar seu apoio à MP 984 (ou do Futebol, como o ex-jogador chamou), assinado em junho, Bolsonaro, assumidamente palmeirense, aparece ao lado do ex-camisa 7 do Timão rindo e diz ter sido uma honra receber Marcelinho.

Parte dos corintianos, porém, não aprovou que Bolsonaro vestisse a camisa alvinegra. Dois pontos foram bastante apontados pelos torcedores nas redes sociais: o primeiro deles é o fato de um palmeirense estar com o uniforme do Corinthians e outro, com viés político, em relação à história de resistência do clube, com menções ao movimento da Democracia Corinthiana. Quem relembrou este histórico do Corinthians foi o ex-atacante e hoje comentarista Walter Casagrande, um dos grandes ídolos corintianos.

"Em 1979, a torcida do Corinthians abriu uma faixa no Pacaembu dizendo ‘anistia para os presos políticos e exilados políticos’. Em 1982, 1983, até 1985 essa camisa aqui era da da democracia corintiana, essa camisa representa liberdade, representa democracia, e nenhum ex-jogador tem o direito de representar o clube politicamente. Eu também não tenho. Isso aqui é democracia. Isso aqui sempre foi democracia", disse Casagrande.

O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, ex-deputado federal pelo PT - oposição ao PSL, partido pelo qual Bolsonaro foi eleito -, se manifestou antes mesmo do clube, dizendo que foi uma iniciativa individual de Marcelinho e que o Corinthians não teve nada a ver com a entrega da camisa. "Você acha que o Marcelinho ia perguntar para mim? Brincadeira. Ele não é contratado nem funcionário do clube. Ex-jogador e torcedor compra camisa e faz o que bem entender", disse o cartola à Folha de S.Paulo.

Pouco tempo após a publicação do vídeo, o Corinthians também se manifestou por meio de uma nota oficial, reforçando o que foi dito por Andrés, sobre ter sido um ato sem ligação com o time e dizendo que o modelo novo da camisa, bem como o patrocínio em preto e branco, como pedido pela torcida, já haviam sido divulgados em evento. 

E, logo em seguida, o Banco BMG, patrocinador master do Timão, e quem Marcelinho como garoto propaganda, também se posiciou dizendo não ter tido participação no encontro e se desvencilhando do caso, dizendo que a parceria que tem com o ex-jogador é pontual para algumas campanhas. Horas depois, segundo notícia publicada pela VEJA, o banco encerrou o contrato que tinha com Marcelinho.

Veja a íntegra da nota do Corinthians: 

"O Sport Club Corinthians Paulista torna público que não teve qualquer participação na iniciativa do ex-jogador Marcelinho Carioca, em Brasília. A entrega da camiseta nesta quarta, na Presidência da República, foi uma ação única e exclusiva do ex-atleta.

Cabe ressaltar que a nova camisa do clube, com o logotipo do patrocinador BMG em preto e branco, já havia sido amplamente divulgada em evento na Arena Corinthians em 11/7.

Por fim, o Corinthians se mantém fiel às suas tradições, respeitando todas as correntes políticas e coerente com suas origens de clube de todos os brasileiros."

Veja a íntegra da nota do BMG:

"O Banco BMG esclarece que o encontro particular entre o ex-atleta Marcelinho Carioca e o presidente Jair Bolsonaro não tem qualquer relação com a instituição. 

A camisa oferecida pelo ex-jogador ao presidente não foi cedida pelo Banco, que também não possui ligação com qualquer tema abordado durante a reunião. 

A instituição informa, também, que o vínculo com o ex-jogador foi formalizado tão somente para a participação dele em campanhas pontuais realizadas pelo Banco. 

Cabe ressaltar que a campanha #BMGEmPretoEBranco continua e a camisa apresentada no vídeo também não possui nenhum vínculo com a ação."

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