Por Bruno Andrade 
"Meu desejo de vir para o PSG foi por querer um novo desafio. Não é porque estava me sentindo incomodado [no Barcelona] ou em busca de protagonismo".
Neymar precisou apenas dos primeiros segundos da apresentação no clube francês nesta sexta-feira para (tentar) minimizar o peso colocado em cima dele como a maior contratação da história do futebol. Falou da boca para fora. O peso é justo e caiu nas costas de quem tem talento de sobra para suportar.
O craque brasileiro quer e precisa ser protagonista outra vez. Ele sabe, nós sabemos. Evidentemente que a questão financeira pesou [salário de cerca de 40 milhões de euros por temporada, num contrato válido até 2022], mas ninguém valorizado e com moral elevada deixa o Barcelona única e exclusivamente por dinheiro.
Tudo vai girar em cima do atacante daqui para frente em Paris, diferentemente do que era visto no território catalão. Praticamente teve o sapato lustrado - e muito em breve a chuteira - pelo presidente Nasser Al-Khelaifi durante a coletiva com a presença massiva da imprensa internacional e tem causado um verdadeiro furor. Já é quase impossível dobrar uma esquina na capital francesa sem deixar de notar uma camisa amarela com o nome "Neymar Jr" e o número 10, carinhosamente cedido por Pastore.
A transformação do investimento de 222 milhões de euros do PSG em resultados é questão de tempo. Isso, claro, se a "panela brasileira" não passar dos limites. Neymar é a peça que faltava (dentro e fora de campo) para o time francês deslanchar, principalmente na Liga dos Campeões. E o PSG era a peça que faltava para Neymar ser ainda mais Neymar.
