O que é o Fair Play financeiro?

Nasser Al-Khelaifi Michel Platini Juliano Belletti UEFA Champions League Group stage draw ceremony 27082015VALERY HACHE/AFP/Getty Images

O Paris Saint-Germain segue se movimentando no mercado, o clube contratou: Achraf Hakimi, Sergio Ramos, Georginio Wijnaldum, Gianluigi Donnarumma e ninguém mais que Lionel Messi. No entanto, com um alto investimento muitos ainda se questionam: o PSG violou a regra do Fair Play financeiro?

O presidente do clube, Nasser Al-Khelaifi, garante que o time não violou as regras: “Antes de qualquer coisa, consultamos nosso pessoal comercial, financeiro e jurídico. Temos capacidade para contratá-lo. Se assinamos com Leo, é porque podemos, caso contrário não o teríamos feito."

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O PSG já precisou se explicar na Uefa depois das contratações de Neymar e de Mbappé, ainda em 2017. Já o Manchester City chegou a ser punido ficando de fora da Champions League, mas a punição foi revogada.

O Fair Play financeiro voltou aos noticiários. Mas, o que seria isso? A Goal te explica a medida imposta pela Uefa.


O QUE É FAIR PLAY FINANCEIRO?


Messi PSG
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(Foto: Getty Images)

Segundo explicações da Uefa, o FPF serve para “melhorar a saúde financeira dos clubes europeus”. Introduzido em 2010, o organismo máximo europeu o implantou com a intenção de obrigar os clubes a gastar dentro de suas possibilidades econômicas, e assim colocar um fim às dúvidas que poderiam deixar a entidade em risco.

Em resumo, algo como “devem provar que pagaram suas contas”. Se não o fizerem, podem até serem excluídos das competições da organização.

Basicamente, o objetivo é garantir que todos os clubes cumpram com seus requisitos durante três anos, podendo gastar até 5 milhões de euros (cerca de R$30,5 milhões) a mais do que ganham em cada período de avaliação “se for totalmente coberto pelo proprietário do clube ou pela pessoa relacionada”.

O limite atual, no entanto, é de 30 milhões de euros (cerca de R$183 milhões) o que ocorre desde a temporada de 2015/16. Assim, caso fique provado que clubes estejam gastando muito mais do que recebem, a fiim de não acabar com a competitividade no esporte, equipes podem ser punidas, sendo excluídas de competições europeias (o que já aconteceu com o Milan e com o City).