Em 2 de dezembro de 2010, a Rússia foi o país escolhido para sediar a Copa do Mundo de 2018. Agora, faltando pouco menos de um mês para a bola rolar, a Goal aponta o que o Brasil
e os russos tem em comum.
De fato, os países são muitos diferentes e seria mais fácil apontar as disferenças que existem entre eles. No entanto, conseguimos encontrar alguns pontos. Confira!
Os atrasos e críticas faltando menos de dois meses para o Mundial

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A exemplo do que aconteceu às vésperas da Copa realizada no Brasil em 2014, atrasos na construção das arenas e estouro orçamentário para a realização de obras causaram transtornos e críticas ao governo russo.
Os gastos previstos para a preparação da Copa acabaram ultrapassando os limites estipulados em um primeiro momento. Em 2014 a expectativa era de que custasse, apenas em construção e reformas de estádios, algo em torno de R$ 2,2 bilhões. No entanto, passou de R$ 8 bi somente em gastos com os palcos dos duelos.
Na Rússia, o orçamento total está previsto para R$ 38,4 bilhões, R$ 13 bi a mais do que o custo total da realização do Mundial em território brasileiro e R$ 4 bilhões a mais do que o previsto no plano original. Essa será a Copa mais cara da história até o momento.
O clima no verão
Embora a Rússia seja conhecida por suas baixas temperaturas, os jogos acontecerão de 14 de junho a 15 de julho. Nesta época é verão e as temperaturas chegam a atingir os 35ºC. Ou seja, os brasileiros não vão estranhar com o calor, pois já estão acostumados com altas temperaturas. No entanto, irá estranhar com o fenômeno chamado noites brancas, quando praticamente não
anoitece no país.
Brasil abriga mais de 200 mil russos

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São Paulo é o estado que abriga a maior comunidade russa no País. Aqui, tornaram-se nacionais muitos nomes russos - como Sônia, Olga, Kátia, Igor, Valdir, Dimitri - culinária russa - pão de mel - e artistas renomados de lá deram nome a ruas daqui, como a rua Tolstói, em São Paulo.
O esporte: volei como maior rivalidade
Getty ImagesSe no futebol Brasil e Rússia não encontra grande rivalidade, no vôlei - principalmente o feminino - a situação é bem diferente.
A rivalidade na quadra aumenta a cada Mundial ou Olimpíada, mas fora dela a relação das jogadoras passou a ser amistosa. Após anos de tensão, Brasil e Rússia já conseguem entrar em quadra para um jogo decisivo em Jogos Olímpicos sem um clima bélico no ar.
Eles construíram sua rivalidade em momentos históricos. A maior e mais dolorida lembrança está na derrota na semifinal dos Jogos de Atenas, em 2004, no famoso 24/19 revertido pelas russas, além da queda no Mundial de 2010, na decisão. No somatório geral, porém, a seleção leva a melhor, com quatro vitórias e duas quedas em Jogos Olímpicos.
