É algo que se vê cada vez com mais frequência: o goleiro se senta no chão do nada para receber atendimento médico e o restante dos jogadores se reúne à beira do campo para receber orientações táticas do técnico. No próximo verão, durante a Copa do Mundo, isso será coisa do passado, anunciou o chefe dos árbitros, Pierluigi Collina.
Os técnicos das seleções terão que buscar outra solução quando suas equipes estiverem sob pressão e forem necessários ajustes táticos urgentes. A partir de agora, os jogadores serão impedidos de se aproximar da linha lateral enquanto o goleiro estiver recebendo atendimento.
Eles deverão permanecer onde o jogo foi interrompido ou se reunir no círculo central. Collina enfatiza que os árbitros agirão de forma proativa nesse sentido.
“O goleiro tem o direito de se machucar, mas os jogadores não têm o direito de sair do campo para fazer uma espécie de tempo técnico com seus respectivos treinadores”, disse Collina à BBC.
Embora a medida impeça discussões táticas extensas, ainda é possível quebrar o ímpeto do adversário com esse truque.
Não é a única mudança na Copa do Mundo. O VAR, por exemplo, ganha mais competências: agora pode intervir em situações envolvendo um segundo cartão amarelo e tem mais poder de decisão na concessão de escanteios.
O meio-campista do FC Twente, Kristian Hlynsson, sentiu recentemente na pele as desvantagens de outra nova regra: como demorou muito para sair de campo, sua equipe teve que jogar um minuto com dez jogadores. Na Copa do Mundo, vale a mesma regra.
