A rivalidade entre as seleções de Brasil e Argentina é gigante, uma das maiores do mundo. Recentemente, quando se ventilou a possibilidade de Lucas Pratto se naturalizar e defender as cores da CBF, muitos torceram o nariz e se disseram contra o fato de ver um argentino vestindo as cores do Escrete Canarinho.
Do outro lado, Maradona revoltou o seu país ao fazer um comercial nas vésperas da Copa do Mundo de 2006, onde vestia a camisa da Seleção Brasileira durante um sonho. Para diminuir a polêmica, o maior ídolo do futebol argentino lembrou que já havia colocado a camisa do Brasil em outras duas ocasiões.
Antes de ser convocado para a Albiceleste, a imprensa discutiu a possibilidade de Pratto ser convocado para a Seleção (Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG)
Maradona, em 1990, com a camisa do Brasil. Anos depois, um comercial causou polêmica... (Foto: Getty Images)“Uma vez coloquei a camisa do Brasil em 1979, durante o Sul-Americano que nos classificou para o Mundial sub-20 do Japão, que depois ganhamos. Também usei a de Careca na Copa da Itália em 1990 e não me arrependo”, se defendeu Don Diego.
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Só que, além de toda a rivalidade, um brasileiro já defendeu as cores da Seleção Argentina... e um argentino já foi treinador de Seleção Brasileira!

O primeiro caso aconteceu na década de 1930, quando um brasileiro disputou cinco jogos com a camisa da Argentina. Na verdade, Aarón Wergifker só havia nascido no Brasil. Sua família, judia, chegou ao Brasil após deixar a Europa – que em breve sangraria com a Segunda Guerra Mundial. Aarón nasceu em São Paulo, mas sua infância foi no país hermano.
Zagueiro de pouca técnica, mas de muita vontade, Aarón foi ídolo do River Plate e ganhou o apelido de ‘Brazuca’. Em 1934, recebeu a primeira chance com a camisa da Albiceleste. Foi em um empate por 2 a 2 contra o Uruguai. O jogador, nascido no Brasil, é um dos únicos três estrangeiros a terem defendido a Seleção Argentina (os outros dois foram o espanhol Pedro Aricó Suárez, e o paraguaio Heriberto Correa).
Quando um ‘hermano’ treinou uma Seleção Brasileira

Nélson Ernesto Filpo Núñez, chamado simplesmente como Filpo Núñez, foi um dos responsáveis pelo futebol exuberante do Palmeiras na década de 1960. O argentino perambulou por alguns clubes brasileiros antes de ser anunciado pela equipe Alviverde em 1964.
Tamanho foi o sucesso daquele Palmeiras, que a CBD (precursora da atual Confederação Brasileira de Futebol) convidou o clube para representar a equipe nacional em amistoso contra o Uruguai. Foi o primeiro compromisso do Escrete Canarinho no Mineirão, em 1965, e vestidos de Brasil os palmeirenses fizeram bonito: 3 a 0 sobre a Celeste. Na área técnica, Filpo entrava para a história do nosso esporte: até hoje, é o único estrangeiro a ter comandado a Seleção Brasileira. Mesmo que por um jogo.
