O Paris Saint-Germain levou a melhor sobre o Rennes, em duelo realizado na cidade chinesa de Shenzhen, e conquistou a Supercopa Francesa. Adrien Hunou abriu o placar para os rubro-negros, mas Mbappé empatou e Di María garantiu a taça. Neymar, que segue com o futuro em aberto, sem a intenção de seguir defendendo o PSG, acompanhou tudo das tribunas e não demonstrou grande ânimo – com uma postura blasé no momento da virada.
Não é segredo para ninguém a sua vontade de voltar a vestir a camisa do Barcelona, onde fez sucesso na Europa, formando uma histórica trinca de ataque ao lado de Lionel Messi e Luis Suárez. O projeto de, na França, tornar-se o melhor jogador do mundo fracassou após duas temporadas marcadas por polêmicas e lesões.
Entrevistado pela Goal, o ex-jogador Edmilson, campeão mundial pelo Brasil em 2002 e que teve passagem vitoriosa tanto pelo futebol francês, com o Lyon, quanto pelo próprio Barcelona, onde conquistou a Champions League em 2006, acredita que Neymar perdeu o fio depois que deixou, em 2017, o Camp Nou.
"É um momento difícil. Ele teve duas temporadas medianas por causa das lesões, também não fez uma grande Copa do Mundo. Ao mesmo tempo, enquanto pensávamos que o PSG levaria a Champions League, eles foram eliminados. Houve o título francês, mas estes não são os melhores anos de Neymar. Ele continua a ser um grande jogador e devemos ver onde ele se sente melhor para continuar a florescer, porque hoje Ney perdeu um pouco do fio depois que saiu do Barça. Ele começou bem, estava bem. Ele estava bem cercado pelo pai, mas depois disso eu não sei o que aconteceu”, disse.
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Edmilson acredita que Neymar teria vaga em qualquer equipe, mas não esconde que imagina o conterrâneo enfim se colocando como uma liderança pós-Messi no Barcelona: “Acho que Neymar tem vaga em qualquer lugar. Ele é um grande jogador, mas tem que estar bem mentalmente para jogar seu futebol. Agora, o Barça também terá que se livrar de vários jogadores se quiserem trazê-lo. Eles trouxeram Griezmann, Dembélé ainda está lá, Coutinho ainda está lá. Ainda tem o Rakitic, Arthur, Busquets ... Tem muita gente no ataque e no meio, mas o Barça também está começando a pensar na aposentadoria do Messi. Ele ainda tem alguns anos pela frente, mas em três, quatro ou cinco anos, acho que Neymar poderia muito bem tomar o lugar do Messi”.
Perguntado se o torcedor parisiense estaria chateado com o comportamento do jogador, contudo, Edmilson não fugiu do óbvio: “torcedor fica feliz quando um líder chega, faz boas partidas, marca gols e joga para o time. Ney nem sempre está lá, é uma verdade. Às vezes ele fica lesionado, fica no Brasil e o torcedor vê tudo isso. Ele (torcedor) coloca seu dinheiro. É exigente, é futebol”.




