Não existe jogador inegociável no Inter, destaca presidente

Precisando equilibrar as contas, o Colorado promete analisar qualquer proposta que receber

 A direção do Internacional já estabeleceu que, para equilibrar as finanças, o clube terá que negociar no mínimo 90 milhões de reais em venda de jogadores. Por isto, a regra no Beira Rio é de que qualquer negócio pode ser fechado, independente do jogador.

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O presidente colorado Alessandro Barcellos conversou com a reportagem da Goal e esclareceu pontos importantes sobre as possibilidades de negócios para o clube.

“O Inter não tem jogador inegociável, toda proposta que chegar, por qualquer jogador, será analisada. Nós temos que vender 90 milhões de reais em transação de jogadores, mas até o momento não temos proposta por nenhum atleta”, destacou o presidente do Inter.

O mandatário colorado também negou que tivesse autorizado empresários de futebol a oferecer jogadores do Inter para times do exterior - como o lateral direito Vinicius Tobias, de 17 anos, que já foi sondado por clubes da Itália e também do leste europeu.

“Esta gestão não assinou procuração com nenhum empresário para oferecer jogador. O que recebemos até o momento por alguns jogadores foram apenas sondagens, só especulação. Proposta de venda não chegou por ninguém. Acredito que as melhores ofertas e os melhores negócios aconteçam a partir de julho, quando é o forte da janela de transferência”, disse Alessandro Barcellos.

Além de negociar jogadores, a direção também tem como objetivo diminuir a folha salarial, que hoje gira em torno de 10 milhões de reais. O objetivo vem sendo alcançado, com economia de mais de dois milhões de reais na folha. Jogadores como os laterais Zeca, hoje no Vasco, Natanael e Dudu (ambos no Atlético Goianiense) e Uendel (que acertou com o Cuiabá) tiveram seus contratos rescindidos de maneira amigável.

“No caso destes jogadores nós tínhamos dinheiro para acertar a rescisão. O que o torcedor tem que entender é que nem sempre é possível rescindir um contrato ou emprestar um jogador. Nós tivemos um caso de um time que tentou a contratação de um determinado atleta, mas o jogador não quis ir jogar neste time, então ele vai ficar treinando até que surja outra possibilidade de negócio que agrade”, destacou Barcellos.

Se a situação está difícil para rescindir contrato, a situação para contratar novos reforços não é diferente.

“Nós estamos atentos ao mercado, mas neste momento não vamos fazer loucura. Uma negociação como foi a do Palacios, com um valor acessível e pago de maneira parcelada pode ser. Ou um jogador que está livre no mercado e com valor de salário que não seja absurdo, aí a gente pode analisar”, destacou o mandatário colorado.

O único negócio em andamento no Internacional é a contratação do atacante Taison, que vai ficar livre no meio do ano, quando acaba o seu vínculo com o Shakhtar Donetsk.

Taison se enquadra no molde de contratação estabelecido pela direção colorada: jogador de qualidade, livre no mercado e que aceita receber um salário dentro dos padrões definidos pelo clube.

O atacante está tentando uma liberação antes do dia 23 de maio, para que possa ser inscrito nesta primeira janela de transferência. Taison foi afastado do grupo principal após brigar com o treinador. Como punição, o atacante vem atuando pelo time sub-20 do Shakhtar, onde no último sábado marcou um dos gols na vitória por 3 a 1 contra o Vorska.

“O Taison e o seu empresário precisam resolver a sua situação com o Shakhtar. Quem sabe esta semana a gente possa ter alguma novidade”, finalizou Alessandro Barcellos, sem dar muitas pistas da negociação entre Inter e Taison.

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