Depois de bater na trave três vezes, perdendo as finais da Copa do Mundo de 2014 e da Copa América em 2015 e 2016, Lionel Messi aprendeu que não é bom deixar seu desejo de vencer um Mundial com a Argentina se converter em uma "obsessão". A Albiceleste não conquista um título desde 1993.
"Com o passar dos anos, também compreendi que não é bom deixar seu desejo virar obsessão, porque a pressão aumenta, e as possibilidades de se tornar realidade normalmente diminuem", comentou o jogador em entrevista à revista Paper.
Alejandro Pagni/AFP
(Foto: Alejandro Pagni/AFP)
Messi ainda nega que se considera o número um da história. "Não me considero o melhor, creio que eu seja só mais um jogador. No final, somos todos iguais durante o jogo. Sempre tento me superar. Sempre fui assim", afirmou.
O astro do Barcelona também pediu prudência para a Copa do Mundo na Rússia, que será sua quarta participação no evento. "Será importante trabalhar bem na preparação, porque nas Eliminatórias estávamos lutando até o final e não tivemos muito tempo para nos prepararmos" relembrou.
Considerando a Argentina uma candidata ao título, mas não ao nível das favoritas, Messi argumentou: "Temos que ser mais fortes como equipe para sermos candidatos e podermos estar no patamar de outras seleções como França, Brasil, Alemanha ou Espanha. Mas a Argentina é candidata sempre. Buscamos nosso máximo, indo pouco a pouco, mas firmes para conseguir avançar no torneio", concluiu.
Messi jogará a Copa do Mundo na Rússia este ano com a Argentina no Grupo D. Sua primeira partida será contra a Islândia, em 16 de junho.
