Hulk foi um dos principais jogadores do Zenit durante as quatro temporadas em que atuou pelo clube russo. Porém, o atacante brasileiro contou na época que sofreu preconceito quase diariamente, além das partidas, quando ouvia das arquibancadas sons imitando macaco.
VEJA TAMBÉM:
Pode comemorar! Barcelona terá o MSN até 2021
Hitzfeld: "Assinar com Ronaldo criaria problemas para o Bayern de Munique"
Griezmann desmente conversas com Mourinho e garante permanência no Atleti
O atacante, que hoje está no Shangai SIPG, voltou ao solo russo na última semana para participar da cerimônia de encerramento da Copa das Confederações, e falou que, nos dias atuais, o problema acabou no país.
"Acredito que sim (acabou o racismo). Eu penso que isso não vai acontecer no Mundial. Não tem com o que se preocupar com isso. Infelizmente, eu vivi alguns momentos aqui na Rússia, principalmente na minha chegada. Com o passar do tempo foi melhorando, eu fui me adaptando ao futebol russo. O pessoal russo foi me abraçando mais e, quando eu saí do Zenit, um ano antes já não existia mais isso. E eu tenho certeza que isso aqui não existe mais. Não aconteceu em nenhum momento na Copa das Confederações e eu tenho certeza que no Mundial não vai acontecer e vai ser maravilhoso aqui", disse em entrevista ao canal CNN.
Getty Images
(Foto: Getty Images)
Hulk explicou que, no início, chegou a acreditar que se tratavam de provocações, porém os casos foram se repetindo, começou a ver o ato como racismo e algo cultural entre os russos. Porém, com o crescimento do futebol fez com que o respeito aos jogadores aumentasse.
Questionado se perdoaria a quem o insultou, Hulk disse que não guarda rancor, e que tem certeza que a Rússia pode fazer uma Copa do Mundo histórica.
"Claro, eu não guardo rancor com nada. Eu prestava muita atenção com isso, me distraía do jogo. Ficava muito triste, principalmente por dentro. Com o passar do tempo, depois que aconteceu diversas vezes, eu comecei a relaxar. Tanto que, aqui na Rússia, quando a torcida começava com ato de racismo, imitar o som do macaco, eu mandava beijos para a torcida. O futebol na Rússia vem crescendo bastante, a cada ano que passa você vê a paixão, a vontade de querer entender mais o futebol. Acho que vai ser um Mundial para ficar para a história", finalizou.
