Durante entrevista concedida ao UOL, o presidente do Palmeiras, Mauricio Galiotte, destacou a questão do pagamento da dívida de R$ 120 milhões para a Crefisa e que não há mistura de interesses com Leila Pereira, presidente da empresa de financiamentos e conselheira do clube.
"Esse assunto foi debatido no COF, no Conselho, sempre de forma detalhada. Foi votado no Conselho e tudo foi aprovado após uma longa reunião onde todos os detalhes foram expostos, inclusive a denúncia que originou o procedimento que terminou em multa para a parceira. Tivemos que assumir a decisão em curto espaço de tempo. A própria Leila foi ao COF e, neste caso, representando o patrocinador, e explicou detalhadamente tudo. O Palmeiras já devia para a Creffisa, mas antes era moral. Os contratos são iguais. Os dois têm o mesmo conceito. O compromisso sempre existiu. Há uma diferença contábil, porque você assumiu uma dívida, mas também você tem os ativos, que são os jogadores. Então não é um risco estratosférico. É só analisar a situação que o Palmeiras está sempre sendo beneficiado, fortalecido. Agora, existem outros interesses", descreveu Galiotte.
GFX/Goal/PSO mandatário da equipe alviverde também comentou sobre o rompimento institucional com a Federação Paulista de Futebol, causado pela polêmica na final do Campeonato Paulista deste ano. Mauricio destacou que não terá interferência direta na escalação do time que disputará o torneio, apesar de ressaltar que o planejamento do ano do Palmeiras não considera o Paulistão.
"Institucionalmente estamos rompidos por um propósito. Queremos uma reflexão, o que ocorreu não deve mais ocorrer. Quanto ao time que vai entrar não terá a interferência do presidente nunca. Eu vou apenas passar para eles, aliás, já passei, que é um período de preparação. O Paulista é pequeno perto dos demais que vamos disputar. Que a gente utilize como preparação. Como escalar, da maneira que vai jogar, isso é uma situação do departamento de futebol, pelo Felipão e os auxiliares", confirmou o presidente.
