Neste domingo(18), Flamengo e Boavista entram em campo para decidir a Taça Guanabara, mas engana-se quem pensa que essa será uma final inédita. A dupla disputou o mesmo título em 2011, quando Ronaldinho Gaúcho comandava o meio Rubro-Negro e foi justamente ele quem definiu o placar da partida.
Em situação bem parecida com a de 2011, viajamos no tempo para fazer uma comparação do Flamengo que entra em campo neste domingo, com o Flamengo que levantou o título naquela ocasião.
Comandado por Vanderlei Luxemburgo, o Rubro-Negro usava o esquema 4-5-1, já Carpegiani vem optando pelo 4-1-4-1, atuando com apenas um volante de marcação no meio-campo.
No gol, Felipe havia acabado de chegara o clube e assumir a meta que não tinha um goleiro de confiança desde a prisão de Bruno. Apesar de não ter tido um final tão feliz no Rubro-Negro, seus primeiros meses foram muito bons. Neste domingo, César deve ser o titular, ele ganhou a confiança da torcida após boas atuações na semi e na final da Sul-Americana do ano passado.

(Foto: Buda Mendes / Getty Images)
A zaga naquele dia, era composta por David Braz e Welinton, o primeiro foi responsável por um dos gols do hexampeonato em 2009 mas não gozava de tanto prestígio com a torcida, o segundo era perseguido pelos Rubro-Negros. Cenário bem diferente dos zagueiros do atual elenco, Réver e Juan são super festejados, enquanto Rhodolfo, que pode entrar em campo, vem ganhando cada vez mais confiança.
Na "volância" Willians e Maldonado cuidavam da proteção da zaga e davam toda a liberdade para o meio-campo. O primeiro era um grande ladrão de bolas mas mal passador e os segundo dispensa comentários, acima da média. Hoje, Cuellar é o dono da posição, mas ainda está bem longe do nível do chileno.
Nas laterais, Leo Moura era dono absoluto do lado direito, o que não acontece com Pará, o provavél titular de domingo, do lado esquerdo, Egídio era super contestado, o mesmo acontece com Renê ou Trauco, ambos não conseguiram encontrar o equílibrio na posição.

(Foto: Flamengo / Divulgação)
O meio-campo era o grande diferencial do Flamengo, com Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves, Renato Abreu e Botinelli. A decisão contra o Boavista, era o sexto jogo de Gaúcho com o Rubro-Negro e apesar de não ter repetido os grandes feitos de Barcelona ou Seleção Brasileira foi ele quem definiu a partida com um golaço de falta.
Getty Images
(Foto: Vanderlei Almeida / Getty Images)
Thiago Neves era incansável, na realidade foi o grande jogador do Flamengo em todo o ano de 2011, atuações de gala e muita raça, não à toa fez com que os flamenguistas esquecessem seu passado Tricolor. A dupla tinha mais sintonia do que Diego e Everton Ribeiro, no entanto, os dois últimos ainda têm longo caminho para trilhar no Rubro-Negro.
Gilvan de Souza / Flamengo
(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo / Divulgação)
Botinelli era uma aposta, chegou como boa contratação e até teve seus momentos com o Flamengo, mas hoje o peso de Lucas Paquetá é maior do que o peso que o argentino tinha. Já Renato Abreu era um dos líderes do time, sua canhota sempre muito perigosa assustava os adversários. Neste caso, Everton usa a velocidade como princiopal armaa.
Na ocasião, Vanderlei Luxemburgo optou por atuar sem centroavante e por vezes deslocava Ronaldinho Gaúcho para fazer a função na partida, hoje, o Flamengo conta com Henrique Dourado, artilheiro do Brasileirão do ano passado e bom finalizador. Há esperança de gols passa muito pelos pés do camisa 19.


