Ninguém duvida de que a carreira de Ronaldo é uma das mais bonitas do futebol mundial. Considerado um dos maiores atacantes do futebol brasileiro, ele conquistou grandes prêmios individuais e com a Seleção Brasileira, sem contar a superação de lesões que teriam encerrado a carreira de muitos jogadores. Mas se dá pra dizer que o Fenômeno tem um ponto fraco nesta trajetória, este é a ausência de grandes títulos por clubes.
Azar, as próprias lesões e o baixo desempenho nos momentos cruciais conspiraram para que o camisa 9 ostente apenas um título nacional, sem ter conseguido conquistar os grandes títulos da Europa e da América do Sul. Além de só ter sido campeão de La Liga em 2002/2003, ele também venceu o Mundial de Clubes em 2002, as duas pelo Real Madrid.
A carreira do atleta começou no Cruzeiro, onde estreou em 1993. Apesar dos 12 gols em 14 jogos no Brasileirão, não conseguiu evitar a eliminação da Raposa na primeira fase. Mas levou a Copa do Brasil e foi artilheiro da Supercopa da Libertadores, já sendo chamado para a Seleção Brasileira, onde foi campeão mundial na Copa dos EUA. Após vencer o Campeonato Mineiro, mais uma vez como goleador máximo, rumou para a Europa.
No PSV, foram duas temporadas com muitos gols (54 em 57 jogos), mas conquistou apenas a copa local e viu os problemas no joelho começarem a aparecer. Depois do fracasso nos Jogos Olímpicos de 1996, com a derrota traumática para a Nigéria, Ronaldo se tornou jogador do Barcelona. Na Catalunha, foi eleito o melhor do mundo pela primeira vez, conquistou a Copa do Rei e as Supercopas da Espanha e Europa, só que, mesmo sendo artilheiro do Espanhol, não levou La Liga.
Jogando pela Internazionale, o Fenômeno novamente marcou muitos gols e perdeu um título nacional acirrado para um rival, a Juventus. Em compensação, levou a Copa da Uefa e venceu a Copa América pelo Brasil. Depois, os problemas médicos se intensificaram: convulsão na Copa de 98, tendinite e por fim rompimento dos ligamentos do joelho. Ficou seis meses parado e voltou a romper os mesmos ligamentos numa das cenas mais marcantes da carreira, contra a Lazio.
Após longa recuperação e ver a Juventus levar mais um Scudetto em cima da Inter, o centroavante deu a volta por cima sendo vital no pentacampeonato da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2002. Em alta e em litigio na equipe de Milão, foi uma das contratações galácticas do Real Madrid.
Finalmente foi campeão nacional, logo de cara em 2002/2003, só que seguiu falhando nas tentativas de vencer a Liga dos Campeões, onde marcou apenas 15 gols (há duas semanas, Hulk ultrapassou essa marca jogando pelo Zenit).
(Fonte: Getty Images)
Contrato pelo Milan em 2007, viu sua equipe levantar a UCL, mas não pode entrar em campo pois já havia jogado a competição pelos merengues naquela temporada. Na Serie A, teve poucas condições de fazer a diferença e o seu time ainda havia começado a competição com oito pontos negativos por manipulação de resultados. No ano seguinte, deixou a Itália, acertando com o Corinthians, após um “chapéu” no Flamengo.
Seus últimos momentos no futebol contaram com uma conquista estadual e outra da Copa do Brasil. No entanto, falhou na busca do Campeonato Brasileiro, perdendo nas últimas rodadas para o Fluminense, e também da Copa Libertadores. Em 2011, após a humilhação de ser eliminado pelo Tolima na pré-Libertadores, deu adeus ao futebol, com uma grande história, mas com um reduzido número de títulos importantes pelos clubes onde passou.
