Antes de entrarem em campo pela terceira rodada do Grupo B da Copa do Mundo, nesta terça-feira (29), Estados Unidos e Irã, que têm um longo histórico de conflitos políticos, estão envolvidos em um caso que será levado à Fifa. A seleção iraniana pedirá a exclusão dos estadunidenses do Mundial por conta de um post nas redes sociais.
Ao publicar a tabela do Grupo B da Copa do Mundo no Twitter, a seleção dos Estados Unidos removeu o emblema da República Islâmica no centro da bandeira iraniana, o que gerou irritação no Irã. No post, apenas as listras horizontais compõem a bandeira.
A seleção dos Estados Unidos vai ser excluída da Copa do Mundo?
Segundo a agência de notícias Tasnim News Agency, ligada ao governo do Irã, o advogado da Federação Iraniana de Futebol irá ao Comitê de Ética Fifa pedindo a exclusão dos Estados Unidos do Mundial alegando desrespeito à bandeira nacional do país, o que vai contra as diretrizes da entidade máxima do futebol e do bom-senso.
"Respeitar a bandeira nacional é uma prática aceita internacionalmente e que todas as nações devem estimular. A ação conduzida em relação à bandeira iraniana é antiética e contra a lei internacional", disse Safia Allah Faghanpour, consultor jurídico da Federação Iraniana de Futebol.
Ao entendimento do advogado, ao ferir a bandeira da República Islâmica do Irã, os Estados Unidos quebraram as regras da Fifa, o que prevê uma pena de suspensão por 10 jogos. Desta forma, os norte-americanos não poderiam mais disputar a Copa do Mundo.
O pedido de punição será feito no Comitê de Ética da Fifa, responsável por julgar casos assim. A assessoria da seleção iraniana, ao ser questionada, disse não ter confirmação oficial do pedido de exclusão.
Os Estados Unidos, segundo o diário inglês Daily Mirror, diz que a retirada do emblema islâmico foi feito em em "apoio às mulheres no Irã lutando por direitos humanos básicos". Foi dito, ainda, que isso era algo pontual, e que nas outras postagens a bandeira nacional do Irã voltaria a ter o símbolo do Estado Islâmico.
