O São Paulo anunciou a chegada de Dorival Júnior como substituto de Rogério Ceni, que foi demitido na última segunda-feira (3). O presidente do clube tricolor, Leco, confirmou o acerto nesta quarta-feira (5).
Por questões familiares, Dorival não terá condições de comandar a equipe do São Paulo no clássico contra o Santos. Pintado treinará a equipe, como tem feito nesta semana.
Dentre as opções disponíveis no mercado, o nome de Dorival Júnior era o que mais agradava a torcida e a própria diretoria são-paulina, por ser considerado uma pessoa que une o grupo, é transparente e sabe escutar, mas também cobrar quando necessário.
Ivan Storti/Santos FC
(Foto: Ivan Storti/Santos FC)
Além disso, outros pontos importantes levados em conta pela diretoria são o aproveitamento de jogadores da base e o fato de já ter assumido algumas vezes clubes na mesma situação difícil em que se encontra o São Paulo no momento.
Os dois últimos trabalhos de Dorival, no Palmeiras, em 2014, e no Santos, entre 2015 até ser demitido no último mês, foram iniciados com as duas equipes na parte de baixo da tabela de classificação do Brasileirão.
No Palmeiras, Dorival pegou o clube na 16º posição na última rodada do primeiro turno. Entregou a equipe na mesma colocação e evitou o rebaixamento. No Peixe, por sua vez, chegou na 13º rodada, com a equipe na 17º colocação, e no mesmo ano acabou a competição em nono lugar e foi finalista da Copa do Brasil.
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(Foto: Getty Images)
No Rio de Janeiro, Dorival não obteve o mesmo sucesso no comando do Vasco e do Fluminense. No Cruz-Maltino, chegou na oitava rodada do Brasileirão de 2013 com a equipe na 17º colocação e foi demitido na 31º deixando o clube na mesma posição. No mesmo ano, assumiu o Tricolor das Laranjeiras na mesma colocação faltando cinco rodadas para o fim e só não foi rebaixado por conta do problema da Portuguesa no STJD.
A diretoria espera que ele consiga fazer no São Paulo o mesmo que fez no Santos: uma equipe ofensiva e efetiva com vários jovens revelados pelo próprio clube.


