Dick Advocaat acaba por regressar como técnico da seleção de Curaçao e irá comandar a equipe no próximo mês na Copa do Mundo nos Estados Unidos. O técnico de 78 anos retoma o cargo de Fred Rutten, que se demitiu após uma grande agitação interna na seleção e na comissão técnica de Curaçao.
Na sexta-feira, o retorno de Advocaat ainda parecia improvável, depois que a federação de futebol de Curaçao manteve Rutten como técnico. Após intensas discussões no fim de semana, porém, a federação decidiu, afinal, colocar Advocaat de volta à frente do grupo. Com isso, atende-se ao desejo expresso tanto do grupo de jogadores quanto de alguns patrocinadores importantes, incluindo o patrocinador principal, a Corendon.
Segundo fontes bem informadas, os jogadores da seleção de Curaçao deixaram claro, em uma reunião emocionante, que preferem ir para a Copa do Mundo com Advocaat do que com Rutten. O presidente da federação, Gilbert Martina, foi informado pelo conselho de jogadores que a confiança no experiente técnico de Haia é consideravelmente maior do que em Rutten, que comandou dois amistosos após a saída de Advocaat.
Quando, no final de abril, ficou claro que a situação pessoal de Advocaat havia melhorado, cresceu imediatamente na seleção a esperança de um retorno do querido técnico. Advocaat havia se demitido em fevereiro devido a circunstâncias familiares, mas os jogadores pressionaram a federação para que ele fosse recontratado.
O descontentamento dentro da seleção não se resumia apenas aos resultados sob o comando de Rutten, que, com Curaçao, perdeu para a China e a Austrália. Acima de tudo, a maneira de trabalhar do ex-técnico do PSV, Feyenoord e Schalke 04, entre outros, causou atritos. Rutten incorporou vários novos membros à equipe técnica, mas a colaboração com parte da equipe existente foi difícil.
O patrocinador principal, a Corendon, também desempenhou um papel importante nos acontecimentos. O proprietário, Atilay Uslu, apoiou o grupo de jogadores e exerceu forte pressão sobre a federação de futebol para que Advocaat fosse recontratado. Além disso, quando surgiu a ameaça de encerrar o patrocínio após a Copa do Mundo, a tensão dentro da federação aumentou ainda mais.
Por fim, Martina e Rutten concluíram que a situação havia se tornado insustentável. Com um grupo de jogadores dividido, considerou-se impossível uma boa preparação para a Copa do Mundo, após o que Rutten decidiu se afastar. Advocaat indicou então estar disposto a retornar caso Curaçao precisasse dele.
Na manhã de segunda-feira, já ficou claro que Rutten não havia viajado para Curaçao para a apresentação da seleção para a Copa do Mundo. Nos bastidores, a federação já trabalhava no retorno oficial de Advocaat.


