Johan Derksen criticou duramente Gianni Infantino na terça-feira, no programa “Vandaag Inside Oranje”. O analista, que sempre fala sem rodeios, considera uma grande vergonha que o presidente da FIFA tenha visitado o vestiário do Irã após o empate em 2 a 2 contra a Nova Zelândia.
Infantino disse que estava orgulhoso dos jogadores do Irã e que considera uma honra a participação do país na Copa do Mundo. A participação ficou incerta por muito tempo devido às tensões com os Estados Unidos, anfitriões da Copa do Mundo, e à atitude frequentemente hostil do presidente Donald Trump.
“Obrigado por estarem aqui. Eu sei o que vocês estão passando. Mas vocês são mais fortes do que tudo. Vocês uniram todo o estádio. Estamos com vocês, com a Seleção Melli. Vocês estão mostrando isso ao mundo e transmitindo uma mensagem tão forte. Então, muito obrigado”, disse Infantino, enquanto recebia aplausos dos jogadores do Irã.
“Eles deveriam ter mandado o Infantino embora”, resmungou Derksen. “O Irã está sendo muito maltratado. Eles podem jogar rapidinho uma partida nos Estados Unidos. E depois têm que sair de lá. Não é assim que um país anfitrião trata suas seleções.”
“Aquele Infantino estava lá de novo roubando a cena. Porque ele sabe que tem uma equipe de filmagem. Se eu fosse o técnico do Irã, teria dito: ninguém entra aqui no vestiário. E você, com certeza, também não”, Derksen esperava que o técnico Amir Ghalenoei agisse com mais firmeza após a primeira partida da seleção na Copa do Mundo.
“Esses jogadores talvez também sejam vítimas do regime do Irã”, acrescenta o advogado Job Knoester. René van der Gijp acha que isso é “cem por cento” certo. “Mas isso não tem nada a ver com o regime”, rebate Derksen imediatamente ao seu colega de mesa.
“Aquele malandro não tem nada que estar lá. Ele está simplesmente roubando a cena de forma vulgar”, diz Derksen, indignado, dando mais uma alfinetada em Infantino. “Assim como ele também bajula o Trump quando há uma câmera por perto.”
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