Em aproximadamente um ano e meio de trabalho como técnico do Corinthians, o técnico Fábio Carille passou de aposta a um dos melhores treinadores do futebol brasileiro. O comandante levou o Timão ao bicampeonato paulista e ainda conquistou o Brasileirão de 2017. Nas competições em andamento, o time alvinegro também está classificado para as quartas de final da Copa do Brasil, já tem vaga garantida nas oitavas da Libertadores e briga pelas primeiras posições da competição nacional
Quando Carille assumiu o Timão era difícil imaginar tamanho sucesso de forma tão rápida. Apresentado no dia 22 de dezembro de 2016, na sala de imprensa do Parque São Jorge, acompanhado dos dirigentes Flávio Adauto e Alessandro Nunes, o comandante se mostrava assustado e respondia as perguntas da imprensa com frases curtas e tímidas.
Aos poucos, porém, Carille foi mudando, falando com mais naturalidade, começou a ter o suporte de uma assessoria de imprensa e passou, inclusive, a dar palestras e cursos até na CBF. Junto com isso, contudo, o treinador corintiano tem se mostrado, principalmente neste ano, uma pessoa mais “agressiva” com a imprensa em suas entrevistas coletivas. Algo bem diferente do seu antecessor Tite, que sempre prezou pela boa relação com os jornalistas.

(Foto: LUIS ROBAYO/AFP/Getty Images)
O caso mais recente e talvez o que também mais chame a atenção seja o do último domingo, quando não poupou críticas à imprensa ao negar a existência de uma proposta do Al-Hilal, da Arábia Saudita. Segundo ele, até o momento foram apenas sondagens.
“Grande parte da imprensa mente demais. Existe a possibilidade de uma chegada de uma proposta do Al-Hilal, existe. Então, quando se ouviu demais que era meu último jogo na Venezuela, que já contratei Rodriguinho, um monte de mentira. Peço que o torcedor acredite em mim”, disparou.

Carille não estaria errado em dizer que tem pessoas mentindo na história, mas o grande problema foi o exagero ao dizer “grande parte”. Além disso, sua declaração acaba contradizendo o próprio pai Joaquim, que afirmou ter conversado com o filho, que, por sua vez, estava propenso a aceitar a oferta do clube árabe.
Quase dois meses antes, Carille já tinha novamente virado o centro das atenções ao criticar a postura do seu coloca Diego Aguirre, que não o cumprimentou antes do clássico, válido pelas semifinais do Campeonato Paulista. Dias depois, porém, assustado com a repercussão do caso, o comandante corintiano disse que não quis criar clima tenso para o duelo de volta, que acabou sendo vencido no tempo normal e nos pênaltis pelo Corinthians.




