Um confronto contra o Brasil no mata-mata de uma Copa do Mundo. A lembrança é amarga, mas não sai da cabeça dos belgas. Rival da Seleção Brasileira na tarde desta sexta-feira (6), pelas quartas de final, a Bélgica não se esquece da eliminação no Mundial 2002.
Rivaldo e Ronaldo marcaram para o Brasil na vitória por 2 a 0 no Estádio Kobe Wing, no Japão. No entanto, antes da dupla estufar as redes, o árbitro Peter Prendergast, da Jamaica, anulou um gol de Marc Wilmots. O lance polêmico gera revolta até em atletas do atual elenco.
Vincent Kompany, com 16 anos à época, nem sequer se lembra dos gols marcados pelos homens de frente do Brasil. Ele se irrita ao falar sobre o gol anulado do ex-atacante belga.
"A primeira lembrança é o nome do árbitro: Peter Prendergast. Para que eu lembre do nome de um árbitro, só pode ser um momento memorável. A única coisa que todos os belgas lembram é da cabeçada de Marc Wilmots e o que aconteceria se o gol não fosse anulado. É simplesmente isso", disse.
"Não tenho outra lembrança deste jogo. Foi um grande momento para o futebol da Bélgica. Hoje temos uma Bélgica completamente diferente, mas eu era criança e foi um momento em que só torcia que a seleção avançasse", acrescentou.
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Então, o jogo desta sexta-feira (6), às 15h (de Brasília), Kazan Arena, em cidade homônima do estádio, será uma revanche para os belgas? Kompany não fala abertamente do sentimento, mas demonstra gana para vencer os comandados de Tite, sobretudo por crer que o compromisso marcará a história da badalada geração belga.
"Geração dourada é uma coisa que nós, jogadores, não damos muita importância. Mas o jogo com o Brasil definirá nossa geração, com certeza. Até o momento, não fracassamos definitivamente, mas para alcançar o nível que queremos e podemos, é importante um jogo com o Brasil. Não somente para nós. É um jogo decisivo para o Brasil também. Acho que os dois times mereciam se encontrar mais adiante, mas teremos que jogar nas quartas de final Então, vamos ver", concluiu.
