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Eduardo Barros auxiliar técnico do FluminenseDivulgação/Fluminense

Auxiliar de Diniz no Fluminense tem melhor aproveitamento do Juventude na década

O auxiliar Eduardo Barros se tornou o braço-direito de Fernando Diniz no Fluminense e atua como um suporte do técnico que conduziu o time carioca ao G-4 do Campeonato Brasileiro. Em que pese o bom trabalho nas Laranjeiras, o assistente tem um histórico positivo na função de treinador.

Ele ficou por pouco tempo à frente do Juventude — foi apenas interino da equipe por oito jogos —, mas é dono do melhor aproveitamento do time nos últimos dez anos. Ele soma 66% de rendimento, com quatro vitórias e quatro empates.

Técnicos consagrados ficaram atrás do jovem Eduardo Barros, de 37 anos. A lista tem nomes como Antônio Carlos Zago, Lisca, Marquinhos Santos, Roger Machado, Jair Ventura e Eduardo Baptista. No entanto, foram 20 comandantes na última década.

Em entrevista à GOAL, o auxiliar técnico de Fernando Diniz celebra o feito à frente do Juventude durante a passagem pelo Alfredo Jaconi.

"O que me chamou a atenção é que sou o treinador com maior aproveitamento no Juventude nos últimos dez anos. São poucos jogos, apenas oito, mas tem relevância. São jogos de Estadual, Brasileiro e Copa do Brasil. Esses oito jogos se somam aos trinta que tenho pelo Athletico-PR. Isso, eu achei muito legal", disse Eduardo Barros, explicando como iniciou a passagem pelo futebol gaúcho:

"Eu cheguei ao Juventude no início do ano passado, logo após o acesso do clube para a Série A. A diretoria contratou um treinador, o Marquinhos Santos, e me contratou como auxiliar técnico direto do Marquinhos Santos e também da casa. Fiquei a temporada toda como auxiliar técnico da casa. Na reta final do Brasileiro, saiu o Marquinhos Santos, chegou o Jair Ventura. Na virada do ano, o Jair se manteve como treinador, tive uma readequação de funções, porque ele chegou com mais dois profissionais que o acompanham na comissão técnica".

"Eu fiquei como auxiliar e head coach das categorias de base. Esse seria o plano do Juventude. Nos primeiros jogos do Estadual, o time não conseguiu resultados, foram dois pontos nas primeiras cinco rodadas. Eu fiz cinco jogos no Gaúcho e mais um na Copa do Brasil. A equipe escapa do rebaixamento e se classifica para a segunda fase da Copa do Brasil. O clube decide trazer o Eduardo Baptista para o Brasileiro. Ele chega no começo de março e eu retorno à minha função de auxiliar técnico", acrescentou.

Eduardo Barros se lembra de cada jogo como técnico do Juventude nos últimos dois anos: "Eu fiz dois jogos como interino no ano passado. Eu fiz contra Cuiabá e Chapecoense. Nesses anos, eu fiz outros seis jogos e mais um dos grandes desafios da carreira. O Juventude nunca tinha caído no Gaúcho, e um rebaixamento mancharia a história do clube e todos os profissionais que estivessem envolvidos no trabalho. A gente tinha que fazer muitos pontos em poucos jogos. Em cinco jogos, fizemos nove pontos e classificamos para a segunda fase da Copa do Brasil vencendo em Rondônia. Foi um período importante para a minha carreira profissional".

"Eu fiz as quatro primeiras rodadas como auxiliar do Juventude. Após a quarta rodada, chego ao Fluminense junto com o Fernando Diniz a convite dele. Eu retorno para a parceria como auxiliar da comissão técnica dele", completou.

Depois do trabalho de destaque no Juventude, Eduardo Barros voltou a trabalhar como assistente técnico de Fernando Diniz no Fluminense. Logo que recebeu a oferta do Tricolor carioca, o treinador fez o convite a Eduardo Barros, com quem já havia trabalhado em Audax, Oeste e Athletico-PR.

"Não alimentava mais essa expectativa, era um ciclo que tinha se fechado. Estava preparando a minha carreira solo, aí surgiu esse convite em maio deste ano", comentou Eduardo Barros, que ainda explicou a função na comissão técnica do Flu:

"Não tem isso [de trabalhar a defesa], eu já ouvi mais de uma pessoa dizendo isso. O auxiliar contribui em todas as frentes. O Diniz, para mim, é uma inspiração em relação à concepção do jogo, as ideias que ele tem como equipe e trabalho com jogadores. Tento ser um catalizador de todas as ideias dele, ponte na relação que ele estabelece com todos os agentes do clube. O meu papel é ser suporte dele".

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